S. Vicente

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Ilhéu

13 de março de 2016

15 anos é demais?? Pois é, bebé.

15 anos é demais?  Que falta de respeito para com o povo cabo-verdiano. Foi o povo que escolheu o PAICV para governar Cabo Verde por três legislaturas consecutivas .
Foi o eleitor cabo-verdiano que por três vezes consecutivas negou ao MPD a hipótese de governar.
Os cabo-verdianos não podiam votar três vezes seguidas no PAICV? Mas votaram, sem djobi pa lado kkkkkk
Pois é bébé! Agora, chora! Grita: é a minha vez... buáááá
O Ulisses e o MPD querem impedir os cabo-veríamos de votar no PAICV porque já escolheram o PAICV POR TRÊS VEZES SEGUIDAS????
Sanpadjud está cansado de ouvir este choradinho: "Cabo-verdianos já chega, é dimaiss. Nós também queremos brincar aos governantes. É a nossa vez. Não faz isso connosco outra vez"
Uma perplexidade: o MPD vem com as mesmas caras de há quinze anos, melhor, vinte e cinco anos. Esses não têm prazo de validade?
Temos fila governativa. O MPD tem senha. Marcou a vez. Reservou lugar. Os cabo-verdianos estão obrigados a votar cata-vento, sem djobi pa ladu, porque Ulisses quer.
Uma coisa é certa: Cabo Verde está mais uma vez a inovar na política e no mundo. Se já tivéssemos espalhado esta ideia, evitava-se aquela anedota sobre um país nórdico: Ó papá porque é que os homens não podem ser primeiro-ministro?
Sanpadjud aconselha a UCID, PP e PSD a marcarem lugar... se esta moda pega sempre podem reclamar voto obrigatório, no respetivos, em 2020. Sanpadjud acha que o Além já merece... pelo menos reflecte
 Fila do MPD para governar CV



12 de março de 2016

Sem djobi pa lado, nhôs usa antolho!!!


A afirmação do líder dos cataventos em plena televisão nacional, em horário nobre, num debate entre candidatos a primeiro-ministro, que se pretendia sério, merece reflexão profunda.
"Sem djobi pa ladu"nhôs usa antolho!!
Uma proposta clara aos cabo-verdianos para que usem antolhos - acessório que se coloca na cabeça de animal de montaria ou carga para limitar sua visão e forçá-lo a olhar apenas para a frente – e não olhem para o lado ou para trás. Que limitem voluntariamente a sua capacidade de análise ou contextualização. Que se imbecilizem ou estupidifiquem...
Antolhos ou palas não são bons conselheiros ou aliados da inteligência. Seja em que domínio for e muito menos quando se trata de governar um país.

Sanpadjud espera que se trate MESMO de auto-limitação voluntária. Porque os cabo-verdianos evoluirram muito de 2000 para cá e esta moda de antolhos não vai ter muita adesão/aderência mas deixa alguns modelitos para escolha.




6 de março de 2016

Promover a mediocridade, a distracção e a infantilização


Adoro ver estratégias de manipulação de massas, em acção e que me perdoem os papainhas mas os cataventos utilizam-nas muito melhor e de forma mais assertiva. Alguns exemplos das estratégias que os cataventos estão a utilizar tão bem:
Promover a mediocridade sempre foi das técnicas mais usadas, estimular o acto de ser inculto ou ignorante como triunfo ou sinónimo de ser popular – caramba, a educação sempre foi a verdadeira arma para alterações sociais por isso diverte-me quando vejo cidadãos (se calhar de3via escrever cidadões para não passar por arrogante) clamar que a não saber ler, ou falar ou escrever é bom. Os aplausos entusiastas divertem-me ainda mais, pois normalmente provém daqueles que tiveram acesso a estudos e educação mas sofrem de iliteracia

Outra estratégia que temos visto muito é a da Distração… para quem não tem propostas sérias ou fundamentadas é crucial desviar a atenção das questões importantes para questões insignificantes ou superficiais. Manter as pessoas distraídas a discutir a “arrogância” do candidato em vez das propostas do candidato é um exemplo desse método que não deixa tempo para pensar – veja-se a rapidez dos cataventos no lançamento destes bodes “gravadora”, “arrogância”, “bedja” visando impedir que as pessoas apreendam as propostas apresentadas e a justificação das mesmas, Enquanto discutem a arrogância não utilizam o tempo para perceber que se há crescimento do turismo e de mobilização de água há necessariamente mais oportunidades a explorar – simples lógica silogística

A infantilização é outra técnica de que gosto mesmo muito. Adoro quando utilizam discurso, argumentos e entoação particularmente infantil… convenhamos dizer que o turismo não rende ao país porque o empresário, compra alfaces no exterior é de bradar aos céus pela infantilização… sim, qualquer criança acredita que tendo opção de compra nacional, com garantia de entrega, da quantidade necessária  a tempo e horas, que o empresário mande vir alfaces de avião??! Difícil de facto é vender 50 alfaces a um hotel que tem 1000 ocupantes… quando se fala em empresarialização da agricultura é também disto que se fala… E aqui fazemos ligação directa à técnica de fazer uso do aspecto emocional. Estratégia sempre bem-sucedida, estamos sempre prontos para “curto circuitar”  qualquer análise racional e deixar para lá todo o senso crítico

PS: Sim, li Chomsky que por acaso até é linguista…

3 de março de 2016

É agora!!! Está NA HORA

A política pode ser reduzida a uma fila e pronto! Sanpadjud concorda e nem tem como discordar! Isto com fila era muito melhor.
Agora é a minha vez, perdão a vez dos cataventos. Os cataventos estão na fila há quinze, quinze, quinze longos anos. Não é justo buáááá; chuif chuif!
Os cataventos não percebem esta insistência dos cabo-verdianos em colocar os papainhas doces a governar. Para que não fiquem tristes ou frustrados Sanpadjud explica: OS CABOVERDIANOS NUNCA PERCEBERAM NADA DE FILAS!!!
Qualquer um que pague as contas da Electra ou vá ao Calú (este é o único país do mundo em que com economia estagnada pipocam supermercados e padarias por todo o lado... até parece praga!!)) sabe esta verdade dogmática e insofismável:
OS CABO-VERDIANOS NÃO QUEREM SABER DE FILA E NÃO VALE A PENA DIZER "É A MINHA VEZ"
Já experimentei várias vezes: -  Ó senhor desculpe, mas eu estou aqui há espera há quinze minutos. Agora é a minha vez!!!! Debalde, sim de-balde... (aproveita e mete água)Não resulta!!! Não há como mudar este paradigma: ninguém respeita fila e quem respeita é visto como otário!!!
Quem avisa amigo é...
Sanpadjud depois do debate, de ontem, entre Ulisses e Monteiro, sugere para apoiar a estratégia dos cataventos que parece resumir-se a está na nossa hora, é a nossa vez, nós queremos. ou melhor Eu, Ulisses, Quero, uma letra de campanha a condizer

Não vamos mais lembrar do passado
O tempo é curto e muito há pra fazer
A Hora chegou para a geração catavento voltar a ser eleita
Proclamar a salvação dos nossos bolsos sem mais demora
Oh, esta é a hora, esta é a hora
Hora chegou, vamos ser determinados
Eu quero, eu quero, eu quero muito
Proclamar a salvação dos nossos bolsos sem mais demora
Oh,  é agora, esta é a hora

PS: adaptação livre do Vem, esta é a hora

1 de março de 2016

Quero... queijo queru


O país está novamente envolvido na trama auto-depreciativa que habitualmente antecede os actos eleitorais. De há quinze anos para cá que se assiste a esta estratégia compulsiva do MpD, falar mal, denegrir, assassinato de carácter, ataque pessoal.
Esta autofagia – porque no final do dia é o cidadão e o país é depreciado - não acontece por acaso, é uma técnica sobejamente dominada pelo gabinete de marketing.
Ficam umas achegas para os mais incautos:
Tudo começa com a sondagem dos cata-ventos, perdão MpD, que aponta os papainhas-doces, perdão PAICV, como maior força política no país, alicerçada em CREDIBILIDADE, com a anotação que fez o Ulisses deitar as mãos à cabeça CONFIABILIDADE, contrariamente ao MpD que o povo acha bom para a oposição mas no qual não tem confiança por força do desastre de 2000 - sim, sim é por isso que a JHA continua a falar dos 2000 e o UCS nem quer ouvir falar. Ou seja, os cabo-verdianos na sua esmagadora maioria acreditam que o PAICV é mais fiável, governa melhor, comete erros, evidentemente, mas erros ingénuos!
UCS ficou desesperado quando os consultores lhe explicaram que as obras da CMP não eram suficientes – não se pode comparar escadas arco-íris com barragens cheias de água ou fitness park com o estádio – e que teriam de atacar a credibilidade... usando a velha técnica de atirar para todo o lado, levantar suspeições com a certeza que o timing da Justiça é diferente do político e que mesmo não pegando o barro à parede, a confiança seria minada (os marketters de serviço podem explicar).
Nada de novo até aqui, a não ser resumir-se a isso e só isso e durante muito tempo, a limites nunca vistos, a campanha e estratégia dos cataventos, perdão do MpD. Delicioso o esforço dum tal Olavinho para questionar a plataforma das papainhas quando a plataforma do MpD se resume a um Eu Quero… pois “queru”, queru muita coisa, Quero emprego (no meu caso trabalho e não emprego) Quero educação, Quero segurança, Quero queijo Queru… mas deixemos a Visão, Estratégias e projectos para outra altura (sim, foi isso que o Ulisses disse no Fogo “depois veremos como fazer”) Como lá chegar é outra coisa por agora basta querer e o UCS representa o expoente máximo do querer. Quer a qualquer preço, mesmo que o preço seja o país.
A táctica do maldizer tem o reverso de colocar a própria credibilidade do país em questão e assim o seu futuro mas, convenhamos, apesar de todas as fragilidades das papainhas, o MpD não acredita que a hora é sua… sabe que quer… mas sabe que não vai ter!
PS (porque não merece sequer um post): ridículo o choradinho da vergonha nacional por causa do arresto dum avião. Não vi órgãos de comunicação social e dirigentes partidários de países como Brasil, Israel, México, Angola, Portugal a chorar desta maneira quando lhes arrestaram aviões. De chorar a rir os comentários de alguns distraídos do mundo que pensam ser um arresto uma coisa excepcional e quais caneiros foram atrás dos chefes.  É um arresto, caramba! Feio, sim! Inconveniente, sim! Mas vergonha nacional????? Vergonha nacional é a VBG, é o assédio e abuso de menores, é o tráfico... mas destas vergonhas nada consta na plataforma dos cata-ventos... vão desaparecer com a eleição do Ulisses bastando que ele grite Eu Queru e o povo responda Queijo Queru

27 de fevereiro de 2016

Se recomendação fosse boa... vendia-se!!!

Sabática interrompida pela rebaldaria frequência de acontecimentos interessantes, capazes de despertar a veia opinativa em qualquer eremita, Sanpadjud está de volta...
Depois de um debate épico que nos deu a conhecer um velho conhecido que regressa do Além sempre que há pleitos eleitorais e um Amanse-o com dificuldades em amansar as pulgas que o impediam de estar sossegado sempre que a câmara o focava,  que se perfilam como os mais que prováveis primeiros-ministros de Cabo Verde eis que a CNE, mal refeita da barracada da contagem dos dias, é-simples-usem-os-dedos-das-mãos-e-dos-pés-e-não-contem-ou-contem-o próprio-dia, lembra-se de outra capaz de nos fazer esquecer o "pára tudo... estou a reflectir... não respondo".
A CNE recomendou aos partidos... sim é o que está escrito na decisão 28/LEG/2016.
Recomendar significa aconselhar, exortar, pedir, advertir... o bom das recomendações é que não obrigam nada nem ninguém,!!!

A CNE recomendou/aconselhou/pediu  aos partidos políticos cabo-verdianos que não fizessem apresentações de lista, arruadas, (são reuniões públicas não são?)!!!! Uau!! Corajosamente a CNE rompendo de vez com a democracia pediu aos partidos: parem de chatear as pessoas com comícios reuniões e essas chatices!
Parece que o porta à porta escapou... se for portas adentro porque sempre pode ser considerado uma reunião pública se for da porta para fora. Partidos nada de reuniões até ao início da campanha.
E quando a campanha começar os partidos já podem fazer reuniões públicas, ficando a CNE encarregada de determinar se os animadores são profissionais ou amadores... Sampadjud tem a certeza que foi um esquema para permitir que a Presidente da CNE ficasse sozinha com o Gil Semedo... ou seria com o Zeca?!

Lá dizia a minha avó que se conselho fosse bom vendia-se... não se dava!

25 de março de 2013

Gravidez na adolescência


Esta notícia dando conta de casos de gravidez precoce no liceu despertou-me a atenção principalmente pelos comentários. O assunto da gravidez precoce deve ser tratado com seriedade e custa muito admitir que neste país ainda haja quem faça este tipo de comentário: «Qual e a diuference em trazer o filhinho para o mundo aos 16 em vez de 36 ?Aos 16 deve receber cuidados especiais da parte da familia das autoridades das associacoes etc Aos 26 -36 ja tem un corpo cheio de toxinas ,alcol droga ,talvez sera uma desempregada ,frustrada e como outros problemas e dai vai afectar a educacao da criança» - transcrito tal e qual, nem os erros ortográficos corrigi. 
Ou ainda quem considere que «E dever de governo educar a juventude».
Estes comentários dão conta de uma mentalidade que teima em permanecer viva e de uma desresponsabilização que continua a ser tolerada e se calhar bem vista na nossa sociedade. Uma jovem de 16 anos pode até ter a capacidade física mas sem dúvida não terá a capacidade financeira para sustentar e educar uma criança. Ou será que temos os filhos para outros sustentarem??? E coloca em causa a sua própria formação profissional preparando-se isso sim para uma vida difícil.
Nos comentários não se fala do futuro papá, nem dos casos em que o papá é um adulto que devia ser processado criminalmente por violação ou abuso de menores.
Mas enfim! Há coisas que só o tempo… e o investimento na educação curam. 

23 de março de 2013

Hoje

Regressei de uma viagem de trabalho... Está frio na Europa e fiquem sabendo

Vou aproveitar o sol!!!