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Ilhéu

27 de fevereiro de 2016

Se recomendação fosse boa... vendia-se!!!

Sabática interrompida pela rebaldaria frequência de acontecimentos interessantes, capazes de despertar a veia opinativa em qualquer eremita, Sanpadjud está de volta...
Depois de um debate épico que nos deu a conhecer um velho conhecido que regressa do Além sempre que há pleitos eleitorais e um Amanse-o com dificuldades em amansar as pulgas que o impediam de estar sossegado sempre que a câmara o focava,  que se perfilam como os mais que prováveis primeiros-ministros de Cabo Verde eis que a CNE, mal refeita da barracada da contagem dos dias, é-simples-usem-os-dedos-das-mãos-e-dos-pés-e-não-contem-ou-contem-o próprio-dia, lembra-se de outra capaz de nos fazer esquecer o "pára tudo... estou a reflectir... não respondo".
A CNE recomendou aos partidos... sim é o que está escrito na decisão 28/LEG/2016.
Recomendar significa aconselhar, exortar, pedir, advertir... o bom das recomendações é que não obrigam nada nem ninguém,!!!

A CNE recomendou/aconselhou/pediu  aos partidos políticos cabo-verdianos que não fizessem apresentações de lista, arruadas, (são reuniões públicas não são?)!!!! Uau!! Corajosamente a CNE rompendo de vez com a democracia pediu aos partidos: parem de chatear as pessoas com comícios reuniões e essas chatices!
Parece que o porta à porta escapou... se for portas adentro porque sempre pode ser considerado uma reunião pública se for da porta para fora. Partidos nada de reuniões até ao início da campanha.
E quando a campanha começar os partidos já podem fazer reuniões públicas, ficando a CNE encarregada de determinar se os animadores são profissionais ou amadores... Sampadjud tem a certeza que foi um esquema para permitir que a Presidente da CNE ficasse sozinha com o Gil Semedo... ou seria com o Zeca?!

Lá dizia a minha avó que se conselho fosse bom vendia-se... não se dava!

25 de março de 2013

Gravidez na adolescência


Esta notícia dando conta de casos de gravidez precoce no liceu despertou-me a atenção principalmente pelos comentários. O assunto da gravidez precoce deve ser tratado com seriedade e custa muito admitir que neste país ainda haja quem faça este tipo de comentário: «Qual e a diuference em trazer o filhinho para o mundo aos 16 em vez de 36 ?Aos 16 deve receber cuidados especiais da parte da familia das autoridades das associacoes etc Aos 26 -36 ja tem un corpo cheio de toxinas ,alcol droga ,talvez sera uma desempregada ,frustrada e como outros problemas e dai vai afectar a educacao da criança» - transcrito tal e qual, nem os erros ortográficos corrigi. 
Ou ainda quem considere que «E dever de governo educar a juventude».
Estes comentários dão conta de uma mentalidade que teima em permanecer viva e de uma desresponsabilização que continua a ser tolerada e se calhar bem vista na nossa sociedade. Uma jovem de 16 anos pode até ter a capacidade física mas sem dúvida não terá a capacidade financeira para sustentar e educar uma criança. Ou será que temos os filhos para outros sustentarem??? E coloca em causa a sua própria formação profissional preparando-se isso sim para uma vida difícil.
Nos comentários não se fala do futuro papá, nem dos casos em que o papá é um adulto que devia ser processado criminalmente por violação ou abuso de menores.
Mas enfim! Há coisas que só o tempo… e o investimento na educação curam. 

23 de março de 2013

Hoje

Regressei de uma viagem de trabalho... Está frio na Europa e fiquem sabendo

Vou aproveitar o sol!!!

13 de março de 2013

Carta aberta... resposta!


Fiquei sensibilizada pela carta que achou por bem remeter, aos estrangeiros residentes em Cabo Verde, por intermédio do Semana. Manda a boa educação que só se leiam às cartas que nos são dirigidas, não sendo estrangeira não devia ter lido... mas era aberta… e a curiosidade matou o gato e não resisti!
A carta deixou-me perplexa apesar de compreender o interesse que tem, quem está a braços com estas coisas, em promover nos jornais os seus pontos de vista e quem sabe influenciar instituições. O remetente é estrangeiro (apresenta-se como tal) e tanto quanto percebi vendeu um carro a um indivíduo aparentemente (pelo nome) estrangeiro  e queixa-se de ter sido por ele enganado.
A primeira perplexidade: o carro tem matrícula verde pelo que beneficiou de isenção! Logo não podia vender o caro nem cedê-lo para utilização de terceiro. Vem para os jornais confessar crimes fiscais??!!! Pois é bebé... Importa-se de repetir ou melhor não repita... Ainda acaba com o MP ou a polícia à porta ou pior ainda com o fisco que nem desconfiaria da marosca se não fosse a carta aberta
A segunda perplexidade: o alegado aldrabão que comprou o carro e não pagou é estrangeiro mas a carta aberta tem como destinatário os estrangeiros residentes em Cabo Verde. Não deveria, por coerência com o tom de alerta contra aldrabões ser remetida aos cabo-verdianos ou pelo menos a todos os que aqui residem? Pois é bebé... Importa-se de mudar os destinatários??
Sublinho e estendo o alerta: Quando se vende um carro há regras e normas legais a cumprir seja o comprador de que nacionalidade for...  "não se faz um toma lá chave e carro e dá cá o as notas". Em qualquer parte do mundo!

12 de março de 2013

António Aly Silva


António Aly Silva é um jornalista guineense cujo blog, Ditadura do Consenso, sigo há bastante tempo. Sempre que há problemas na Guiné é o Ditadura do Consenso que consulto. Porquê? Porque a informação é sempre credível com verdadeiro trabalho jornalístico por detrás, feito nalgumas situações com risco de vida. Informação que normalmente antecipava os média internacionais e que desconfio que muitas vezes lhes serviu de fonte.
O blogger/jornalista teve de abandonar a Guiné em Outubro conforme menção no relatório da Amnistia Internacional após ameaças e agressões protagonizadas pelos militares mas continua interventivo e acutilante como se pode ler nesta entrevista ao Megachip. Vale a pena ler e reflectir sobre os interesses que constrangem o desenvolvimento da Guiné. A questão referenciada no artigo a propósito do porto é sintomática!
Reflectir também sobre a necessidade de Cabo Verde continuar a levar muito a sério a luta contra o tráfico de droga internacional e colocar na ordem do dia e como prioridade absoluta a luta contra a corrupção.


11 de março de 2013

Merece destaque o trabalho que tem sido feito pelo João José Tavares Monteiro conhecido por UV no Projecto Simenti mas também como activista social. Este jovem sociólogo tem desenvolvido projectos em vários bairros da capital e tem influenciado positivamente outros jovens. Neste momento mobilizando empresas e jovens dedica-se à requalificação de espaços abandonados pelas entidades públicas como podem acompanhar no seu Facebook o que melhora a vivência comunitária.

Obrigada UV por esta verdadeira e activa cidadania! Obrigada pelo teu esforço e pela persistência em desenvolver projectos que contribuem para a inclusão social e para a educação da nossa sociedade.







10 de março de 2013

Coro dos Escravos

Causa sempre arrepios. O Coro dos Escravos um belíssimo e intenso momento da ópera Nabuco de Verdi aqui magistralmente interpretada pela Ópera de Roma.

7 de março de 2013

Afinal são nove anos e meio!!!! Ficamos mais tranquilos e seguros…


Um comentário ao post “O Liberal e a auto estima” vem colocar os pontos nos iii!!!
Sanpadjud transcreve tal qual Sofia Ganhaió dixit:
«O Individuo em questão, não estve preso 20 nos, mas sim nove anos e meio e, não foi nem de longe nem de perto pelo que o acusam, foi um crime de falsificação de documentos, que nada têm a ver com o que se diz nesse BLOG, pagou pelo que fez, fez uma revolta nas cadeias portuguesas e, muito contribuiu para que o sistema melhoresse, não podemos ver só o lado mau. Tenho muita coisa contra ele, mas essa eu tenho que defender!»
Sanpadjud não confirmou esta informação - aprendemos com Liberal - por isso cada um que tire as suas conclusões!
Sanpadjud referiu doze anos. Segundo a informação de Sofia Ganhaió são nove anos e meio na cadeia por falsificação de documentos. Ficamos mais tranquilos! Mais sossegados! 
São nove anos e meio de pena cumprida e é crime de colarinho branco! Pergunta-se: saiu ao meio ou ao terço da pena, isto é, a pena aplicada foi de 19 ou de 15? Não importa, é crime de colarinho branco; estamos mais tranquilos, vamos dormir mais descansados esta noite!

A questão mantém-se: a cidadania passa pela auto-estima e não podemos aceitar paternalismos e demagogias só porque... e muito menos aceitar todas as maledicências e tudo o mais que nos despejam a pretexto duma pretensa superioridade moral e intelectual.

Última nota: Nada contra a ressocialização e reintegração de reclusos na sociedade... Mas não me peçam que lhe que confie os meus documentos