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13 de março de 2013

Carta aberta... resposta!


Fiquei sensibilizada pela carta que achou por bem remeter, aos estrangeiros residentes em Cabo Verde, por intermédio do Semana. Manda a boa educação que só se leiam às cartas que nos são dirigidas, não sendo estrangeira não devia ter lido... mas era aberta… e a curiosidade matou o gato e não resisti!
A carta deixou-me perplexa apesar de compreender o interesse que tem, quem está a braços com estas coisas, em promover nos jornais os seus pontos de vista e quem sabe influenciar instituições. O remetente é estrangeiro (apresenta-se como tal) e tanto quanto percebi vendeu um carro a um indivíduo aparentemente (pelo nome) estrangeiro  e queixa-se de ter sido por ele enganado.
A primeira perplexidade: o carro tem matrícula verde pelo que beneficiou de isenção! Logo não podia vender o caro nem cedê-lo para utilização de terceiro. Vem para os jornais confessar crimes fiscais??!!! Pois é bebé... Importa-se de repetir ou melhor não repita... Ainda acaba com o MP ou a polícia à porta ou pior ainda com o fisco que nem desconfiaria da marosca se não fosse a carta aberta
A segunda perplexidade: o alegado aldrabão que comprou o carro e não pagou é estrangeiro mas a carta aberta tem como destinatário os estrangeiros residentes em Cabo Verde. Não deveria, por coerência com o tom de alerta contra aldrabões ser remetida aos cabo-verdianos ou pelo menos a todos os que aqui residem? Pois é bebé... Importa-se de mudar os destinatários??
Sublinho e estendo o alerta: Quando se vende um carro há regras e normas legais a cumprir seja o comprador de que nacionalidade for...  "não se faz um toma lá chave e carro e dá cá o as notas". Em qualquer parte do mundo!

12 de março de 2013

António Aly Silva


António Aly Silva é um jornalista guineense cujo blog, Ditadura do Consenso, sigo há bastante tempo. Sempre que há problemas na Guiné é o Ditadura do Consenso que consulto. Porquê? Porque a informação é sempre credível com verdadeiro trabalho jornalístico por detrás, feito nalgumas situações com risco de vida. Informação que normalmente antecipava os média internacionais e que desconfio que muitas vezes lhes serviu de fonte.
O blogger/jornalista teve de abandonar a Guiné em Outubro conforme menção no relatório da Amnistia Internacional após ameaças e agressões protagonizadas pelos militares mas continua interventivo e acutilante como se pode ler nesta entrevista ao Megachip. Vale a pena ler e reflectir sobre os interesses que constrangem o desenvolvimento da Guiné. A questão referenciada no artigo a propósito do porto é sintomática!
Reflectir também sobre a necessidade de Cabo Verde continuar a levar muito a sério a luta contra o tráfico de droga internacional e colocar na ordem do dia e como prioridade absoluta a luta contra a corrupção.


11 de março de 2013

Merece destaque o trabalho que tem sido feito pelo João José Tavares Monteiro conhecido por UV no Projecto Simenti mas também como activista social. Este jovem sociólogo tem desenvolvido projectos em vários bairros da capital e tem influenciado positivamente outros jovens. Neste momento mobilizando empresas e jovens dedica-se à requalificação de espaços abandonados pelas entidades públicas como podem acompanhar no seu Facebook o que melhora a vivência comunitária.

Obrigada UV por esta verdadeira e activa cidadania! Obrigada pelo teu esforço e pela persistência em desenvolver projectos que contribuem para a inclusão social e para a educação da nossa sociedade.







10 de março de 2013

Coro dos Escravos

Causa sempre arrepios. O Coro dos Escravos um belíssimo e intenso momento da ópera Nabuco de Verdi aqui magistralmente interpretada pela Ópera de Roma.

7 de março de 2013

Afinal são nove anos e meio!!!! Ficamos mais tranquilos e seguros…


Um comentário ao post “O Liberal e a auto estima” vem colocar os pontos nos iii!!!
Sanpadjud transcreve tal qual Sofia Ganhaió dixit:
«O Individuo em questão, não estve preso 20 nos, mas sim nove anos e meio e, não foi nem de longe nem de perto pelo que o acusam, foi um crime de falsificação de documentos, que nada têm a ver com o que se diz nesse BLOG, pagou pelo que fez, fez uma revolta nas cadeias portuguesas e, muito contribuiu para que o sistema melhoresse, não podemos ver só o lado mau. Tenho muita coisa contra ele, mas essa eu tenho que defender!»
Sanpadjud não confirmou esta informação - aprendemos com Liberal - por isso cada um que tire as suas conclusões!
Sanpadjud referiu doze anos. Segundo a informação de Sofia Ganhaió são nove anos e meio na cadeia por falsificação de documentos. Ficamos mais tranquilos! Mais sossegados! 
São nove anos e meio de pena cumprida e é crime de colarinho branco! Pergunta-se: saiu ao meio ou ao terço da pena, isto é, a pena aplicada foi de 19 ou de 15? Não importa, é crime de colarinho branco; estamos mais tranquilos, vamos dormir mais descansados esta noite!

A questão mantém-se: a cidadania passa pela auto-estima e não podemos aceitar paternalismos e demagogias só porque... e muito menos aceitar todas as maledicências e tudo o mais que nos despejam a pretexto duma pretensa superioridade moral e intelectual.

Última nota: Nada contra a ressocialização e reintegração de reclusos na sociedade... Mas não me peçam que lhe que confie os meus documentos

5 de março de 2013

O Liberal e a auto-estima

O Liberal encontra-se indisponível há alguns dias. É pena porque neste regresso à WEBlândia cabo-verdiana tentei recuperar o atraso nas leituras e pôr-me a par das crónicas de mal-dizer características desse site.
O Liberal é um exemplo (há outros) da necessidade urgente de auto-estima da Nação cabo-verdiana. 
Que outro país aceitaria sem questionar motivações e competências, editoriais escritos por um indivíduo que cumpriu 12 (doze) anos de prisão efectiva? Em Portugal cumprir 12 anos de cadeia significa que se foi condenado a 16 anos (saiu ao terço da pena) ou 24 anos (saiu ao meio da pena). Em qualquer dos casos, 16 ou 25, estamos face a penas reservadas a crimes graves tipo: homicídio, tráfico de droga, pedofilia, roubo... venha o Diabo e escolha.
Que outro país aceitaria que um intitulado órgão de comunicação social fosse dirigido por um cadastrado fosse ele pedófilo, homicida ou traficante?
Cabo Verde precisa de auto-estima! É sempre esse o pensamento que me assalta quando leio os editoriais ou as ditas notícias sempre destrutivas - o que é diferente de crítico - de tudo o que não se insere no sistema aprovado pelos mandantes do Liberal. E fazem-no através de simples maledicência. O problema de facto não é do Liberal. É da impunidade que decorre da lentidão de um sistema judicial ainda imberbe e despreparado... É da falta de auto-estima de alguns sempre prontos à maledicência que nem se dão ao trabalho de reflectir um pouco que seja por maior e mais evidente que seja a demagogia.
Cabo Verde precisa de investimento, de desenvolvimento, de empreendedorismo mas precisa acima de tudo de auto-estima. Precisa de auto-estima para deitar fora esse complexo de inferioridade que permite  por exemplo que um qualquer individuo nos trate (com evidente paternalismo) como colonizados sub-desenvolvidos. Mas precisa de auto-estima acima de tudo para que as pequenas (grandes) vitórias de desenvolvimento que vamos tendo sejam consolidadas e sustentáveis.

3 de março de 2013

Novo layout

O blog desconfigurou e aproveitei para mudar o layout. Demorou mais tempo do que pretendia e ainda não está finalizado. Descobri que preciso de umas boas fotos do Mindelo...

23 de fevereiro de 2013

Reflexão


Vai fazendo escola neste país um movimento tóxico caracterizado por promover a infantilização da discussão e recorrer a temas e conteúdos falsos para corroer a credibilidade das instituições.
A última do José Manuel Vaz é um bom exemplo: depois de bombásticas afirmações alegando redução da pensão no regime contributivo (aproveitando para insultar tudo e todos) estranhamente, dá o assunto por encerrado. Afinal era um mero pretexto forjado para envenenar a discussão e tentar tirar proveito ilegítimo da suspeição lançada.
Claro que, neste caso, do José Manuel Vaz o problema também pode ser de domínio da Língua, isto é, da plena capacidade de leitura e escrita. A língua é um instrumento facilitador da organização do pensamento. Uma pessoa que tem plena consciência do que está sendo dito pensa melhor. Ler nunca foi fácil, é um processo de apreensão de conteúdos. Só se lê de facto quando o escrito é percebido – exemplo cada vez mais frequente é o de um aluno que lê um livro mas que não sabe explicá-lo porque fez apenas uma pseudo leitura e não procedeu ao processo de produção/apreensão de significados e sentidos.
Pode bem ser este o caso do José Manuel Vaz… Recomenda-se pois leitura, leitura, leitura. Um indivíduo que tem plena consciência do que ouve ou lê pensa melhor.
Pensando melhor, argumenta melhor. Argumentando melhor não necessita de recorrer à violência verbal, ao insulto fácil e grosseiro para fundamentar as suas afirmações… o presidente de um sindicato deveria saber que numa democracia as instituições da República podem ser criticadas e até desprezadas ou mesmo detestadas, mas não podem ser achincalhadas… porque o que se achincalha é o Estado e por via disso os cidadãos… até aqueles que como eu não votaram neste Governo. 
NOTA: Este post pode ser tóxico se não usares o teu senso crítico!!