S. Vicente

Monte Cara

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Mindelo

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Ilhéu

7 de março de 2013

Afinal são nove anos e meio!!!! Ficamos mais tranquilos e seguros…


Um comentário ao post “O Liberal e a auto estima” vem colocar os pontos nos iii!!!
Sanpadjud transcreve tal qual Sofia Ganhaió dixit:
«O Individuo em questão, não estve preso 20 nos, mas sim nove anos e meio e, não foi nem de longe nem de perto pelo que o acusam, foi um crime de falsificação de documentos, que nada têm a ver com o que se diz nesse BLOG, pagou pelo que fez, fez uma revolta nas cadeias portuguesas e, muito contribuiu para que o sistema melhoresse, não podemos ver só o lado mau. Tenho muita coisa contra ele, mas essa eu tenho que defender!»
Sanpadjud não confirmou esta informação - aprendemos com Liberal - por isso cada um que tire as suas conclusões!
Sanpadjud referiu doze anos. Segundo a informação de Sofia Ganhaió são nove anos e meio na cadeia por falsificação de documentos. Ficamos mais tranquilos! Mais sossegados! 
São nove anos e meio de pena cumprida e é crime de colarinho branco! Pergunta-se: saiu ao meio ou ao terço da pena, isto é, a pena aplicada foi de 19 ou de 15? Não importa, é crime de colarinho branco; estamos mais tranquilos, vamos dormir mais descansados esta noite!

A questão mantém-se: a cidadania passa pela auto-estima e não podemos aceitar paternalismos e demagogias só porque... e muito menos aceitar todas as maledicências e tudo o mais que nos despejam a pretexto duma pretensa superioridade moral e intelectual.

Última nota: Nada contra a ressocialização e reintegração de reclusos na sociedade... Mas não me peçam que lhe que confie os meus documentos

5 de março de 2013

O Liberal e a auto-estima

O Liberal encontra-se indisponível há alguns dias. É pena porque neste regresso à WEBlândia cabo-verdiana tentei recuperar o atraso nas leituras e pôr-me a par das crónicas de mal-dizer características desse site.
O Liberal é um exemplo (há outros) da necessidade urgente de auto-estima da Nação cabo-verdiana. 
Que outro país aceitaria sem questionar motivações e competências, editoriais escritos por um indivíduo que cumpriu 12 (doze) anos de prisão efectiva? Em Portugal cumprir 12 anos de cadeia significa que se foi condenado a 16 anos (saiu ao terço da pena) ou 24 anos (saiu ao meio da pena). Em qualquer dos casos, 16 ou 25, estamos face a penas reservadas a crimes graves tipo: homicídio, tráfico de droga, pedofilia, roubo... venha o Diabo e escolha.
Que outro país aceitaria que um intitulado órgão de comunicação social fosse dirigido por um cadastrado fosse ele pedófilo, homicida ou traficante?
Cabo Verde precisa de auto-estima! É sempre esse o pensamento que me assalta quando leio os editoriais ou as ditas notícias sempre destrutivas - o que é diferente de crítico - de tudo o que não se insere no sistema aprovado pelos mandantes do Liberal. E fazem-no através de simples maledicência. O problema de facto não é do Liberal. É da impunidade que decorre da lentidão de um sistema judicial ainda imberbe e despreparado... É da falta de auto-estima de alguns sempre prontos à maledicência que nem se dão ao trabalho de reflectir um pouco que seja por maior e mais evidente que seja a demagogia.
Cabo Verde precisa de investimento, de desenvolvimento, de empreendedorismo mas precisa acima de tudo de auto-estima. Precisa de auto-estima para deitar fora esse complexo de inferioridade que permite  por exemplo que um qualquer individuo nos trate (com evidente paternalismo) como colonizados sub-desenvolvidos. Mas precisa de auto-estima acima de tudo para que as pequenas (grandes) vitórias de desenvolvimento que vamos tendo sejam consolidadas e sustentáveis.

3 de março de 2013

Novo layout

O blog desconfigurou e aproveitei para mudar o layout. Demorou mais tempo do que pretendia e ainda não está finalizado. Descobri que preciso de umas boas fotos do Mindelo...

23 de fevereiro de 2013

Reflexão


Vai fazendo escola neste país um movimento tóxico caracterizado por promover a infantilização da discussão e recorrer a temas e conteúdos falsos para corroer a credibilidade das instituições.
A última do José Manuel Vaz é um bom exemplo: depois de bombásticas afirmações alegando redução da pensão no regime contributivo (aproveitando para insultar tudo e todos) estranhamente, dá o assunto por encerrado. Afinal era um mero pretexto forjado para envenenar a discussão e tentar tirar proveito ilegítimo da suspeição lançada.
Claro que, neste caso, do José Manuel Vaz o problema também pode ser de domínio da Língua, isto é, da plena capacidade de leitura e escrita. A língua é um instrumento facilitador da organização do pensamento. Uma pessoa que tem plena consciência do que está sendo dito pensa melhor. Ler nunca foi fácil, é um processo de apreensão de conteúdos. Só se lê de facto quando o escrito é percebido – exemplo cada vez mais frequente é o de um aluno que lê um livro mas que não sabe explicá-lo porque fez apenas uma pseudo leitura e não procedeu ao processo de produção/apreensão de significados e sentidos.
Pode bem ser este o caso do José Manuel Vaz… Recomenda-se pois leitura, leitura, leitura. Um indivíduo que tem plena consciência do que ouve ou lê pensa melhor.
Pensando melhor, argumenta melhor. Argumentando melhor não necessita de recorrer à violência verbal, ao insulto fácil e grosseiro para fundamentar as suas afirmações… o presidente de um sindicato deveria saber que numa democracia as instituições da República podem ser criticadas e até desprezadas ou mesmo detestadas, mas não podem ser achincalhadas… porque o que se achincalha é o Estado e por via disso os cidadãos… até aqueles que como eu não votaram neste Governo. 
NOTA: Este post pode ser tóxico se não usares o teu senso crítico!!

21 de fevereiro de 2013

O peão da Nação…


A estratégia é simples: enlamear. O objectivo é até prosaico: tornar o país ingovernável!
Pensaram nas consequências?
A estratégia de desgaste grosseiro em marcha - pelo timing (distância das eleições) e pelo método (difamação, insinuação, suspeição) - pretende eleições antecipadas. E tem tido um peão de peso. Mas "Quo vadis" PR?
No nosso sistema constitucional de governo, baseado em eleições parlamentares e na legitimidade parlamentar, o PR não governa nem é responsável pelo governo, mas ao assumir o papel de peão (incendiário) que caminhos restam ao nosso PR?
Dissolução do Parlamento e convocação de eleições antecipadas? E se, hipótese mais que plausível, o "tiro sair pela culatra" que margem de manobra e de credibilidade política restaria para o PR? E, hipótese também plausível, se se criasse um impasse político sem maioria governativa?
Um outro caminho parece perspectivar-se, recuo do PR e assunção de papel mais isento e menos instrumento - indiciado com a promulgação do PCCS -  face à evidência de que ultrapassou a linha vermelha e que o PM ao sacrificar o seu braço direito para evitar a confrontação imediata/directa, revela sentido de Estado mas ao autorizar o desabafo de Tolentino mostra que atingiu o limite... ou súbita consciência de que afinal é estéril a sua intencionalidade política e que a sua subordinação a interesses outros, abriu espaço a Veiga como mais do que provável candidato a PR em 2016.

O PR tem sido precipitado. Tal como no xadrez poucas coisas são mais perniciosas em política do que a precipitação. Mesmo quando aparentemente concertadas, todas as estratégias dos peões podem falhar… o jogo serve as agendas de outros.

20 de fevereiro de 2013

Monte Cara - Mindelo

Gravada em mim esta imagem. Gravada em mim em cinzel.
Mindelo é paixão e certeza.

"Roubada" do FB do Fonseca Soares

19 de fevereiro de 2013

Multipartidarismo político tem 23 anos!!

A abertura política ocorreu em 19 de Fevereiro de 1990. A revogação do artigo 4º da Constituição de 1980 é um marco na história política de Cabo Verde. Marco recente que não permite ainda análises objectivas e isentas e justifica o habitual puxa-puxa partidário tão conveniente a uma cidadania que continua por cumprir o ditame de Amílcar Cabral: pensar pela própria cabeça!
Experiências ainda mais recentes de processos de abertura política - a famosa Primavera Árabe - dão que pensar e deixam uma pergunta incontornável: teria sido possível uma transição pacífica sem uma forte determinação nesse sentido do partido no poder?
Também incontornável a pergunta: teríamos uma transição pacífica se o PAICV não fosse um partido essencial e materialmente democrático, aberto às influências externas e correntes internas, sempre protagonista de debates e fracturas internas que o tornam dinâmic, crítico e com um capital de tolerância assinalável às novas ideias?
Perguntas a que a História dará resposta quando deixarmos de lado o maniqueismo!!!

17 de fevereiro de 2013

Pergunta muitoooo indiscreta!!!!

Segundo o Semana on-line Carlos Veiga deixa liderança do MpD com “gosto de vitória”!! Três eleições legislativas perdidas e o gosto é de vitória??? O que será o gosto da derrota?????????

Será que o Veiga está a referir-se presidenciais? Não teve coragem de se candidatar (eu sei, eu sei... nem eu esperava que os papainhas tivesse uma paragem cerebral) e o JCF foi eleito pelos votos (e não votos) dos papainhas doces nas eleições menos participadas em Cabo Verde - facto que tem esquecido quando faz a oposição que os cataventos triunfantemente liderados pelo Veiga não conseguem. Mas mais tarde ou mais cedo vai lembrar-se que quer candidatar-se a um segundo mandato e que não conseguirá eleger-se só com os votos dos cataventos  hehehe
Fica a pergunta... o que será o gosto de vitória para Veiga?? Já sei... o Ulisses ganhar as autárquicas na Praia

16 de fevereiro de 2013

Back

Sim! Sanpajud está de volta e com novidades... está no famigerado Facebook também!
A pausa foi importante para limpar o cérebro... afinal, dizem os cientistas, a net e o excesso de informação digital afectam a nossa capacidade de reflectir e torna-nos superficiais.
A regularidade dos posts dependerá do que vai acontecendo por cá e por lá...
Ainda em tempo: adorei a saga dos Tubarões Azuis e a capacidade e o querer destes nossos jogadores!
Obrigada!!! Foram grandes! Sinto-me feliz por ter nascido cabo-verdiana!
E... obrigada também por se recusarem a utilizar duas palavras adoradas pela sociedade cabo-verdiana: apoio e coitado.
Pergunta indiscreta: em Yaundé, quando a selecção conseguiu a qualificação, onde estavam aqueles que agora tentam à força extrair louros?

5 de janeiro de 2012

A verdade todinha... Leia aqui o que o JMN não diz

O novel PR – entre os cumprimentos da praxe e a viagem essencialíssima (e caríssima) à África do Sul para soprar as velinhas do ANC - pede a verdade toda sobre a situação do país insinuando ou melhor clamando que qualquer-coisa-qualquer-coisinha está a ser escondida aos cabo-verdianos.

Repórter X, em regresso triunfante, investigou… com profundidade para chegar à verdade. E descobriu que JCF não vê a TCV mas lê e plagia o Sanpadjud e o que o JMN não diz e esconde aos cabo-verdianos. Mais ainda! Repórter X conseguiu descobrir que este blog não está inocente e faz parte da conspiração do silêncio.

Em 6 de Junho de 2008, na TCV do nosso contentamento JMN disse "Vêm aí tempos difíceis". Ok, foi no jornal da Noite. Se ninguém vê porque haveria o então improvável PR de ter visto e ouvido?

Em 13 de Junho de 2008 o Sanpajud revelou tudo, tudinho aos cabo-verdianos em “A verdade que temos de enfrentar”. Repórter X não conseguiu certificar a leitura integral do post mas fontes próximas do então improvável PR confirmam que este leu o título do post e guardou para plagiar no seu discurso de cumprimentos (a propósito é de louvar a atitude do PR e dos cataventos de reciclar/aproveitar o mesmo discurso; há que poupar desde que não seja nas festinhas de cem velas lá longe)

O JMN disse, Sanpadjud disse e redisse (e tridisse) em vários posts. Os cabo-verdianos são cegos, surdos – mudos não que somos especializados em maledicência – alienados ou burros? Não sabemos das crises? Deixa ver, desde 2007: Combustíveis. Cereais. Desaceleração da economia mundial globalmente considerada. Imobiliário. Desinvestimento. Financeiro. Euro. Síria. Líbia. Ah… e o Irão que não quer sair de cena (Tunísia e Egipto até nos dão jeito). Vamos esquecer as catástrofes e desastres e gripes dos porcos e das galinhas.

Qual a informação que falta?

Repórter X descobriu o que o JMN não diz e esconde aos cabo-verdianos! E o Sanpadjud também não. Repararam que não se encontra neste blog qualquer referência ao 21 de Dezembro de 2012?

É esta a verdade que falta. JMN tem deitar as cartas na mesa, ler as cartas e de dizer e claramente aos cabo-verdianos qual a interpretação que faz da profecia e se o mundo (se) vai acabar.

Sanpadjud que muito respeito tem pelos Maias (a civilização e o livro do Eça) continuará a esconder dos cabo-verdianos o que realmente pensa. À cautela posts sobre esta matéria só a 22 de Dezembro, se...

13 de dezembro de 2011

No comments

Cartoon de Pat Oliphant

12 de dezembro de 2011

Indignado

Com os estado do cemitério! A romântica e docemente apelidada última morada de qualquer um de nós – praienses pelo menos – está cheia de lixo e ervas por todo o lado. Lixo e mais lixo. Em vários estados de decomposição.

Duas coisas: a total falta de respeito do chamado cidadão pelos equipamentos sociais incluindo cemitérios e a total falta de brio, competência e profissionalismo de quem lá trabalha. E não me venham dizer que a responsabilidade é da CMP… porque senão é preciso ir lá o presidente da CMP todos os dias mandar limpar!

5 de dezembro de 2011

Não tenho sempre razão

1 de dezembro de 2011

Leitura recomendada

Sanpadjud recomenda este documento do Centro de Estudos Macroeconómicos e Previsão da Faculdade de Economia do Porto “ Avaliação do Acordo de Cooperação Cambial Cabo Verde-Portugal” a quem de facto queira conhecer melhor a evolução da economia cabo-verdiana. Imprescindível leitura para comentaristas/especialistas económico/financeiros instantâneos (que nem a camoca…) que tem surgido nos on-line e que não querem aceitar que não somos acéfalos, a economia é uma progressão. Fica um excerto:

«A primeira fase (1998-2000), a que podemos chamar de arranque e sobressalto, corresponde ao início de vigência do ACC mas igualmente a uma crise das contas públicas registada em 1999 e 2000. Consequentemente, a Balança de Pagamentos deteriorou-se, o que obrigou o BCV a despender parte das suas reservas cambiais para defender a paridade, e, entre outras medidas, recorrer em cada um daqueles dois anos a 3 saques sobre a facilidade de crédito do Tesouro português, entrando em incumprimento no reembolso dos saques de 2000.

Na fase seguinte (2001-2004), que podemos designar de recuperação, Cabo Verde retomou uma situação orçamental mais equilibrada, regularizou a situação com o Tesouro português, e prosseguiu as reformas de abertura e modernização da economia. Iniciou-se um boom nas receitas de turismo e uma boa evolução do investimento estrangeiro, o que, a par duma maior entrada de fundos concessionais, levou ao aumento das reservas cambiais, apesar da desaceleração das remessas de emigrantes.

Desde 2005 o cenário mudou substancialmente e Cabo Verde entrou numa fase que poderemos designar de consolidação e expansão. A par da consolidação orçamental (com primeiros efeitos positivos sobre a dívida pública), duplicou o peso no PIB do IDE e das receitas de turismo. Em consequência, as reservas cambiais do BCV ultrapassaram pela primeira vez durante a vigência do ACC o limiar de 3 meses de importações e a base monetária passou a ser integralmente coberta por reservas oficiais.»

SIDA

Reposting... um post de 2008
Mais um spot da Sidaction que achei interessante e perturbador até pela acusação explícita a muitos governos africanos que mesmo face a estatísticas demolidoras e taxas de prevalência que ultrapassam o susto demoraram a introduzir os retro-virais (felizmente não foi o nosso caso). Mais uma publicidade que vale um clik e fala por si.

28 de novembro de 2011

Neocolonialismo da crítica ou síndroma do colonizado

As críticas ao Orçamento cabo-verdiano são exactamente as mesmas, usam a mesma terminologia e até as mesmas palavras utilizadas em Portugal relativamente ao orçamento para 2011 e (mostra do aumento da nossa capacidade replicativa) para 2012 – até conseguimos encontrar na cidade administrativa o nosso TGV!!

Porquê isso, se os parâmetros financeiros e económicos são diferentes? Não temos crítica nossa?

Para diferenciar o ex-colonizador do ex-colonizado bastaria lembrar a agricultura… mas deixa para lá as diferenças, é mais fácil importar o discurso português e esquecer o nosso investimento na agricultura – onde andam aqueles que consideravam a barragem do Poilão uma coisa megalómana e impossível de realizar? Espera, já sei: andam a reclamar o salvamento à portuguesa da agricultura.

Dá muito trabalho pensar o nosso orçamento e criticá-lo por si? Importar críticas? Eu sei que importamos o papel higiénico mas… importar críticas?!

Será que sofremos de neocolonialismo na crítica, temos um pensamento crítico dependente, incapaz de criar uma crítica auto-sustentada ou sofremos da síndrome do colonizado, temos dificuldade em ter identidade própria em reconhecer valores, vantagens e qualidades em nós mesmos?

Tenho-me inclinado para a síndrome do colonizado; de facto temos uma incrível capacidade de desmotivar, criticar sem conhecimento e avaliar negativamente o que acontece à nossa volta, muito bem descrito a propósito do Brasil por Amauri Teixeira (PT-BA)LER AQUI.

Mas, criticamos e avaliamos tendo por base as experiências portuguesas o que torna também aplicável a primeira hipótese… Caramba que nem nós, só nós!

23 de novembro de 2011

Importa-se de repetir?


O Governo deve desistir das acções pendentes no Supremo Tribunal de Justiça. Afirmação do excelso líder e emérito advogado Carlos Veiga. Leia-se: O Governo deve perder as acções, relativas a terrenos reclamados pelos privados do costume, e entregar de bandeja 60 milhões de contos (sim milhões de contos). Pois é bebé! Importa-se de repetir? Quanto cabe de honorários ao escritório de advogados?? Let me see… 10% oops seis milhões de contos (que jeito que dariam para despesas domésticas)
Pois é bebé!
Podiam ter começado o debate por aí, poupava-se tempo e figuras tristes. E não era preciso anestesias mentais. Começaram com os assessores, passaram para os contratos de gestão – convictos que a “maioria de nós” não sabe a diferença - depois para as participadas finalmente chegaram ao que interessava: os consultores jurídicos que defendem o Estado nessas acções estão a ganhar muito. Um escândalo! Não é que esses chatos de há três anos para cá impediram o Estado ("nósoutros") de pagar meio milhão de contos em Tribunal? Já pensaram no “mininos” que deixaram de receber esse dinheirinho? E nos advogados sem honorários chorudos? É muita insensibilidade com o privado. Caramba! Despeçam os consultores e paguem os sessenta milhões e os outros milhões que a malta quer receber os chorados honorários.


Pois é bebé! Importa-se de repetir??


Não, não repita. Eu já sabia que o Parlamento nada mais é para os cata-ventos do que um palco para os seus interesses.

22 de fevereiro de 2011

Os números da fraude eleitoral em Cabo Verde

Repórter X tem acompanhado com muita atenção a fraude eleitoral. Após duas semanas de investigação e reflexão a conclusão é taxativa e mera lógica silogistica: os únicos cabo-verdianos íntegros, não corrompíveis e sérios deste país são o tri-perdedor e os seus activistas e apoiantes. Porquê? Vejamos de acordo com a única fonte séria e credível, Carlos Veiga e os seus fiéis apoiantes:
1 (e um antebraço) em cada 2 eleitores cabo-verdianos é corrupto. Porquê? Porque os votos do PAICV foram comprados.
Mas extrapolemos para a população cabo-verdiana: meio milhão (para facilitar as contas desde os mais tenrinhos bebés aos veteranos já centenário) e 106 354 votantes no PAICV. Um cabo-verdiano (e dois dedos) em cada 5 é corrupto!!
Adicionemos as abstenções (compradas afirmam as nossas fontes sérias e credíveis através do tal esquema do BI…) 106 354 mais 50.975 dá: 157 329 ou seja 31% da população cabo-verdiana ou seja 1 cabo-verdiano e meio em cada 5 são corruptos.
Neste ponto Repórter X teve dúvidas… se calhar o PAICV comprou só os votos que fizeram a diferença – 23.293 - o que equivaleria a 4% da população cabo-verdiana, um número razoável de corruptos em qualquer país. Telefonou para a séria e credível fonte que esclareceu: _ Não leu o Liberal? _Não eu lia o Já mas já acabou… e não me deram o IPAD_ Vai ler o Liberal para tirares as dúvidas
Lido o Liberal, Repórter X não tem dúvidas. A fraude é imensa nem os militantes e activistas do PAICV votaram a estrela sem ver a cor do dinheiro.
Espera! Tudo parado! Estopssssssssssss! E eu? Votei no PAICV e não recebi nem um tostão?! Acuso o PAICV de discriminação nas instâncias internacionais ou crio a Associação-dos-cabo-verdianos-que-os-cataventos-gostam-de-tomar-por-parvos???
JOGO: identifique os corruptos

14 de fevereiro de 2011

Importa-se de repetir??

Miguel Sousa ex-deputado do MpD analisa - ler AQUI - o momento dos cataventos:
"A presidencialização e a personificação da campanha, as omissões tácticas e o silencio cumplice de certos dirigentes, com responsabilidades no MpD, quando no terreno o partido era dividido, revelaram-se desastrosas e nefastas para o partido. De quem é a responsabilidade, pergunta-se. Tais estratégias não renderam votos – como se diz. Foi erro de oportunidade, pelo que a culpa não pode morrer solteira, apenas por se tratar de Carlos Veiga. O erro pode alastrar-se à medida que Carlos Veiga vá continuando a ocupar a cadeira de presidente do MpD. A sua saída da liderança do MPD deve ser, por isso, vista e considerada como uma necessidade. Não se deve ficar pelo reconhecer dos resultados, sobretudo nas actuais circunstancias. É também importante que se tirem conclusões políticas de que a estratégia adoptada falhou e uma das conclusões óbvias a tirar deve ser a que suscita a demissão do cargo de liderança do partido" (bolds de Sanpadjud)
Pois é bebé! Importa-se de repetir??
Depois de vários dias a ler análises de dirigentes, militantes, simpatizantes e pseudo-independentes dos cata-ventos é refrescante ler alguém que olha para dentro e não se limita a afirmar que os cata-ventos perderam porque os cabo-verdianos não sabem o que fazem (tradução meiga para burros), os cabo-verdianos não compreenderam a mensagem e as propostas (quais?), o PAICV comprou mais de 20000 votos (1 em cada dez eleitores...)e falta democracia (pois é bebé)
Pois é bebé!! De nada lhe valerá repetir... nas presidenciais legislativas os jovens foram queimados de forma triste. A cara da derrota é Cristina Leite, o Milton Paiva vê-se fora e o Elísio (o único que assustou o PAICv quando mostrou que compreendia que o discurso não podia ser do bota-abaixo) foi humilhado em todo este percurso!
Os cata-ventos estão numa encruzilhada. Mudar ou assumir a monarquia.

13 de fevereiro de 2011

Sabe bem...