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comentário ao post “O Liberal e a auto estima” vem colocar os pontos nos iii!!!Blogando em Cabo Verde. Sobre as ilhas e sobre o mundo
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comentário ao post “O Liberal e a auto estima” vem colocar os pontos nos iii!!!
O Liberal encontra-se indisponível há alguns dias. É pena porque neste regresso à WEBlândia cabo-verdiana tentei recuperar o atraso nas leituras e pôr-me a par das crónicas de mal-dizer características desse site.
A abertura
política ocorreu em 19 de Fevereiro de 1990. A revogação do artigo 4º da
Constituição de 1980 é um marco na história política de Cabo Verde. Marco
recente que não permite ainda análises objectivas e isentas e justifica o
habitual puxa-puxa partidário tão conveniente a uma cidadania que continua por
cumprir o ditame de Amílcar Cabral: pensar pela própria cabeça!

O novel PR – entre os cumprimentos da praxe e a viagem essencialíssima (e caríssima) à África do Sul para soprar as velinhas do ANC - pede a verdade toda sobre a situação do país insinuando ou melhor clamando que qualquer-coisa-qualquer-coisinha está a ser escondida aos cabo-verdianos.
Repórter X, em regresso triunfante, investigou… com profundidade para chegar à verdade. E descobriu que JCF não vê a TCV mas lê e plagia o Sanpadjud e o que o JMN não diz e esconde aos cabo-verdianos. Mais ainda! Repórter X conseguiu descobrir que este blog não está inocente e faz parte da conspiração do silêncio.
Em 6 de Junho de 2008, na TCV do nosso contentamento JMN disse "Vêm aí tempos difíceis". Ok, foi no jornal da Noite. Se ninguém vê porque haveria o então improvável PR de ter visto e ouvido?
Em 13 de Junho de 2008 o Sanpajud revelou tudo, tudinho aos cabo-verdianos em “A verdade que temos de enfrentar”. Repórter X não conseguiu certificar a leitura integral do post mas fontes próximas do então improvável PR confirmam que este leu o título do post e guardou para plagiar no seu discurso de cumprimentos (a propósito é de louvar a atitude do PR e dos cataventos de reciclar/aproveitar o mesmo discurso; há que poupar desde que não seja nas festinhas de cem velas lá longe)
O JMN disse, Sanpadjud disse e redisse (e tridisse) em vários posts. Os cabo-verdianos são cegos, surdos – mudos não que somos especializados em maledicência – alienados ou burros? Não sabemos das crises? Deixa ver, desde 2007: Combustíveis. Cereais. Desaceleração da economia mundial globalmente considerada. Imobiliário. Desinvestimento. Financeiro. Euro. Síria. Líbia. Ah… e o Irão que não quer sair de cena (Tunísia e Egipto até nos dão jeito). Vamos esquecer as catástrofes e desastres e gripes dos porcos e das galinhas.
Qual a informação que falta?
Repórter X descobriu o que o JMN não diz e esconde aos cabo-verdianos! E o Sanpadjud também não. Repararam que não se encontra neste blog qualquer referência ao 21 de Dezembro de 2012?
É esta a verdade que falta. JMN tem deitar as cartas na mesa, ler as cartas e de dizer e claramente aos cabo-verdianos qual a interpretação que faz da profecia e se o mundo (se) vai acabar.
Sanpadjud que muito respeito tem pelos Maias (a civilização e o livro do Eça) continuará a esconder dos cabo-verdianos o que realmente pensa. À cautela posts sobre esta matéria só a 22 de Dezembro, se...
Com os estado do cemitério! A romântica e docemente apelidada última morada de qualquer um de nós – praienses pelo menos – está cheia de lixo e ervas por todo o lado. Lixo e mais lixo. Em vários estados de decomposição.
Sanpadjud recomenda este documento do Centro de Estudos Macroeconómicos e Previsão da Faculdade de Economia do Porto “ Avaliação do Acordo de Cooperação Cambial Cabo Verde-Portugal” a quem de facto queira conhecer melhor a evolução da economia cabo-verdiana. Imprescindível leitura para comentaristas/especialistas económico/financeiros instantâneos (que nem a camoca…) que tem surgido nos on-line e que não querem aceitar que não somos acéfalos, a economia é uma progressão. Fica um excerto:
«A primeira fase (1998-2000), a que podemos chamar de arranque e sobressalto, corresponde ao início de vigência do ACC mas igualmente a uma crise das contas públicas registada em 1999 e 2000. Consequentemente, a Balança de Pagamentos deteriorou-se, o que obrigou o BCV a despender parte das suas reservas cambiais para defender a paridade, e, entre outras medidas, recorrer em cada um daqueles dois anos a 3 saques sobre a facilidade de crédito do Tesouro português, entrando em incumprimento no reembolso dos saques de 2000.
Na fase seguinte (2001-2004), que podemos designar de recuperação, Cabo Verde retomou uma situação orçamental mais equilibrada, regularizou a situação com o Tesouro português, e prosseguiu as reformas de abertura e modernização da economia. Iniciou-se um boom nas receitas de turismo e uma boa evolução do investimento estrangeiro, o que, a par duma maior entrada de fundos concessionais, levou ao aumento das reservas cambiais, apesar da desaceleração das remessas de emigrantes.

As críticas ao Orçamento cabo-verdiano são exactamente as mesmas, usam a mesma terminologia e até as mesmas palavras utilizadas em Portugal relativamente ao orçamento para 2011 e (mostra do aumento da nossa capacidade replicativa) para 2012 – até conseguimos encontrar na cidade administrativa o nosso TGV!!
Porquê isso, se os parâmetros financeiros e económicos são diferentes? Não temos crítica nossa?
Para diferenciar o ex-colonizador do ex-colonizado bastaria lembrar a agricultura… mas deixa para lá as diferenças, é mais fácil importar o discurso português e esquecer o nosso investimento na agricultura – onde andam aqueles que consideravam a barragem do Poilão uma coisa megalómana e impossível de realizar? Espera, já sei: andam a reclamar o salvamento à portuguesa da agricultura.
Dá muito trabalho pensar o nosso orçamento e criticá-lo por si? Importar críticas? Eu sei que importamos o papel higiénico mas… importar críticas?!
Será que sofremos de neocolonialismo na crítica, temos um pensamento crítico dependente, incapaz de criar uma crítica auto-sustentada ou sofremos da síndrome do colonizado, temos dificuldade em ter identidade própria em reconhecer valores, vantagens e qualidades em nós mesmos?
Tenho-me inclinado para a síndrome do colonizado; de facto temos uma incrível capacidade de desmotivar, criticar sem conhecimento e avaliar negativamente o que acontece à nossa volta, muito bem descrito a propósito do Brasil por Amauri Teixeira (PT-BA)LER AQUI.
Mas, criticamos e avaliamos tendo por base as experiências portuguesas o que torna também aplicável a primeira hipótese… Caramba que nem nós, só nós!
O Governo deve desistir das acções pendentes no Supremo Tribunal de Justiça. Afirmação do excelso líder e emérito advogado Carlos Veiga. Leia-se: O Governo deve perder as acções, relativas a terrenos reclamados pelos privados do costume, e entregar de bandeja 60 milhões de contos (sim milhões de contos). Pois é bebé! Importa-se de repetir? Quanto cabe de honorários ao escritório de advogados?? Let me see… 10% oops seis milhões de contos (que jeito que dariam para despesas domésticas)
Pois é bebé!
Podiam ter começado o debate por aí, poupava-se tempo e figuras tristes. E não era preciso anestesias mentais. Começaram com os assessores, passaram para os contratos de gestão – convictos que a “maioria de nós” não sabe a diferença - depois para as participadas finalmente chegaram ao que interessava: os consultores jurídicos que defendem o Estado nessas acções estão a ganhar muito. Um escândalo! Não é que esses chatos de há três anos para cá impediram o Estado ("nósoutros") de pagar meio milhão de contos em Tribunal? Já pensaram no “mininos” que deixaram de receber esse dinheirinho? E nos advogados sem honorários chorudos? É muita insensibilidade com o privado. Caramba! Despeçam os consultores e paguem os sessenta milhões e os outros milhões que a malta quer receber os chorados honorários.
Pois é bebé! Importa-se de repetir??
Não, não repita. Eu já sabia que o Parlamento nada mais é para os cata-ventos do que um palco para os seus interesses.
Miguel Sousa ex-deputado do MpD analisa - ler AQUI - o momento dos cataventos: