S. Vicente

Monte Cara

S. Vicente

Mindelo

S. Vicente

Ilhéu

12 de dezembro de 2011

Indignado

Com os estado do cemitério! A romântica e docemente apelidada última morada de qualquer um de nós – praienses pelo menos – está cheia de lixo e ervas por todo o lado. Lixo e mais lixo. Em vários estados de decomposição.

Duas coisas: a total falta de respeito do chamado cidadão pelos equipamentos sociais incluindo cemitérios e a total falta de brio, competência e profissionalismo de quem lá trabalha. E não me venham dizer que a responsabilidade é da CMP… porque senão é preciso ir lá o presidente da CMP todos os dias mandar limpar!

5 de dezembro de 2011

Não tenho sempre razão

1 de dezembro de 2011

Leitura recomendada

Sanpadjud recomenda este documento do Centro de Estudos Macroeconómicos e Previsão da Faculdade de Economia do Porto “ Avaliação do Acordo de Cooperação Cambial Cabo Verde-Portugal” a quem de facto queira conhecer melhor a evolução da economia cabo-verdiana. Imprescindível leitura para comentaristas/especialistas económico/financeiros instantâneos (que nem a camoca…) que tem surgido nos on-line e que não querem aceitar que não somos acéfalos, a economia é uma progressão. Fica um excerto:

«A primeira fase (1998-2000), a que podemos chamar de arranque e sobressalto, corresponde ao início de vigência do ACC mas igualmente a uma crise das contas públicas registada em 1999 e 2000. Consequentemente, a Balança de Pagamentos deteriorou-se, o que obrigou o BCV a despender parte das suas reservas cambiais para defender a paridade, e, entre outras medidas, recorrer em cada um daqueles dois anos a 3 saques sobre a facilidade de crédito do Tesouro português, entrando em incumprimento no reembolso dos saques de 2000.

Na fase seguinte (2001-2004), que podemos designar de recuperação, Cabo Verde retomou uma situação orçamental mais equilibrada, regularizou a situação com o Tesouro português, e prosseguiu as reformas de abertura e modernização da economia. Iniciou-se um boom nas receitas de turismo e uma boa evolução do investimento estrangeiro, o que, a par duma maior entrada de fundos concessionais, levou ao aumento das reservas cambiais, apesar da desaceleração das remessas de emigrantes.

Desde 2005 o cenário mudou substancialmente e Cabo Verde entrou numa fase que poderemos designar de consolidação e expansão. A par da consolidação orçamental (com primeiros efeitos positivos sobre a dívida pública), duplicou o peso no PIB do IDE e das receitas de turismo. Em consequência, as reservas cambiais do BCV ultrapassaram pela primeira vez durante a vigência do ACC o limiar de 3 meses de importações e a base monetária passou a ser integralmente coberta por reservas oficiais.»

SIDA

Reposting... um post de 2008
Mais um spot da Sidaction que achei interessante e perturbador até pela acusação explícita a muitos governos africanos que mesmo face a estatísticas demolidoras e taxas de prevalência que ultrapassam o susto demoraram a introduzir os retro-virais (felizmente não foi o nosso caso). Mais uma publicidade que vale um clik e fala por si.

28 de novembro de 2011

Neocolonialismo da crítica ou síndroma do colonizado

As críticas ao Orçamento cabo-verdiano são exactamente as mesmas, usam a mesma terminologia e até as mesmas palavras utilizadas em Portugal relativamente ao orçamento para 2011 e (mostra do aumento da nossa capacidade replicativa) para 2012 – até conseguimos encontrar na cidade administrativa o nosso TGV!!

Porquê isso, se os parâmetros financeiros e económicos são diferentes? Não temos crítica nossa?

Para diferenciar o ex-colonizador do ex-colonizado bastaria lembrar a agricultura… mas deixa para lá as diferenças, é mais fácil importar o discurso português e esquecer o nosso investimento na agricultura – onde andam aqueles que consideravam a barragem do Poilão uma coisa megalómana e impossível de realizar? Espera, já sei: andam a reclamar o salvamento à portuguesa da agricultura.

Dá muito trabalho pensar o nosso orçamento e criticá-lo por si? Importar críticas? Eu sei que importamos o papel higiénico mas… importar críticas?!

Será que sofremos de neocolonialismo na crítica, temos um pensamento crítico dependente, incapaz de criar uma crítica auto-sustentada ou sofremos da síndrome do colonizado, temos dificuldade em ter identidade própria em reconhecer valores, vantagens e qualidades em nós mesmos?

Tenho-me inclinado para a síndrome do colonizado; de facto temos uma incrível capacidade de desmotivar, criticar sem conhecimento e avaliar negativamente o que acontece à nossa volta, muito bem descrito a propósito do Brasil por Amauri Teixeira (PT-BA)LER AQUI.

Mas, criticamos e avaliamos tendo por base as experiências portuguesas o que torna também aplicável a primeira hipótese… Caramba que nem nós, só nós!

23 de novembro de 2011

Importa-se de repetir?


O Governo deve desistir das acções pendentes no Supremo Tribunal de Justiça. Afirmação do excelso líder e emérito advogado Carlos Veiga. Leia-se: O Governo deve perder as acções, relativas a terrenos reclamados pelos privados do costume, e entregar de bandeja 60 milhões de contos (sim milhões de contos). Pois é bebé! Importa-se de repetir? Quanto cabe de honorários ao escritório de advogados?? Let me see… 10% oops seis milhões de contos (que jeito que dariam para despesas domésticas)
Pois é bebé!
Podiam ter começado o debate por aí, poupava-se tempo e figuras tristes. E não era preciso anestesias mentais. Começaram com os assessores, passaram para os contratos de gestão – convictos que a “maioria de nós” não sabe a diferença - depois para as participadas finalmente chegaram ao que interessava: os consultores jurídicos que defendem o Estado nessas acções estão a ganhar muito. Um escândalo! Não é que esses chatos de há três anos para cá impediram o Estado ("nósoutros") de pagar meio milhão de contos em Tribunal? Já pensaram no “mininos” que deixaram de receber esse dinheirinho? E nos advogados sem honorários chorudos? É muita insensibilidade com o privado. Caramba! Despeçam os consultores e paguem os sessenta milhões e os outros milhões que a malta quer receber os chorados honorários.


Pois é bebé! Importa-se de repetir??


Não, não repita. Eu já sabia que o Parlamento nada mais é para os cata-ventos do que um palco para os seus interesses.

22 de fevereiro de 2011

Os números da fraude eleitoral em Cabo Verde

Repórter X tem acompanhado com muita atenção a fraude eleitoral. Após duas semanas de investigação e reflexão a conclusão é taxativa e mera lógica silogistica: os únicos cabo-verdianos íntegros, não corrompíveis e sérios deste país são o tri-perdedor e os seus activistas e apoiantes. Porquê? Vejamos de acordo com a única fonte séria e credível, Carlos Veiga e os seus fiéis apoiantes:
1 (e um antebraço) em cada 2 eleitores cabo-verdianos é corrupto. Porquê? Porque os votos do PAICV foram comprados.
Mas extrapolemos para a população cabo-verdiana: meio milhão (para facilitar as contas desde os mais tenrinhos bebés aos veteranos já centenário) e 106 354 votantes no PAICV. Um cabo-verdiano (e dois dedos) em cada 5 é corrupto!!
Adicionemos as abstenções (compradas afirmam as nossas fontes sérias e credíveis através do tal esquema do BI…) 106 354 mais 50.975 dá: 157 329 ou seja 31% da população cabo-verdiana ou seja 1 cabo-verdiano e meio em cada 5 são corruptos.
Neste ponto Repórter X teve dúvidas… se calhar o PAICV comprou só os votos que fizeram a diferença – 23.293 - o que equivaleria a 4% da população cabo-verdiana, um número razoável de corruptos em qualquer país. Telefonou para a séria e credível fonte que esclareceu: _ Não leu o Liberal? _Não eu lia o Já mas já acabou… e não me deram o IPAD_ Vai ler o Liberal para tirares as dúvidas
Lido o Liberal, Repórter X não tem dúvidas. A fraude é imensa nem os militantes e activistas do PAICV votaram a estrela sem ver a cor do dinheiro.
Espera! Tudo parado! Estopssssssssssss! E eu? Votei no PAICV e não recebi nem um tostão?! Acuso o PAICV de discriminação nas instâncias internacionais ou crio a Associação-dos-cabo-verdianos-que-os-cataventos-gostam-de-tomar-por-parvos???
JOGO: identifique os corruptos

14 de fevereiro de 2011

Importa-se de repetir??

Miguel Sousa ex-deputado do MpD analisa - ler AQUI - o momento dos cataventos:
"A presidencialização e a personificação da campanha, as omissões tácticas e o silencio cumplice de certos dirigentes, com responsabilidades no MpD, quando no terreno o partido era dividido, revelaram-se desastrosas e nefastas para o partido. De quem é a responsabilidade, pergunta-se. Tais estratégias não renderam votos – como se diz. Foi erro de oportunidade, pelo que a culpa não pode morrer solteira, apenas por se tratar de Carlos Veiga. O erro pode alastrar-se à medida que Carlos Veiga vá continuando a ocupar a cadeira de presidente do MpD. A sua saída da liderança do MPD deve ser, por isso, vista e considerada como uma necessidade. Não se deve ficar pelo reconhecer dos resultados, sobretudo nas actuais circunstancias. É também importante que se tirem conclusões políticas de que a estratégia adoptada falhou e uma das conclusões óbvias a tirar deve ser a que suscita a demissão do cargo de liderança do partido" (bolds de Sanpadjud)
Pois é bebé! Importa-se de repetir??
Depois de vários dias a ler análises de dirigentes, militantes, simpatizantes e pseudo-independentes dos cata-ventos é refrescante ler alguém que olha para dentro e não se limita a afirmar que os cata-ventos perderam porque os cabo-verdianos não sabem o que fazem (tradução meiga para burros), os cabo-verdianos não compreenderam a mensagem e as propostas (quais?), o PAICV comprou mais de 20000 votos (1 em cada dez eleitores...)e falta democracia (pois é bebé)
Pois é bebé!! De nada lhe valerá repetir... nas presidenciais legislativas os jovens foram queimados de forma triste. A cara da derrota é Cristina Leite, o Milton Paiva vê-se fora e o Elísio (o único que assustou o PAICv quando mostrou que compreendia que o discurso não podia ser do bota-abaixo) foi humilhado em todo este percurso!
Os cata-ventos estão numa encruzilhada. Mudar ou assumir a monarquia.