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11 de abril de 2008

Boicote da UE à cerimónia de abertura de Beijing?!

O Parlamento Europeu votou ontem, 10 de Abril, uma resolução não vinculativa de boicote à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 se a China não se comprometer a falar com o Dalai Lama sobre a situação no Tibete.
Não sei se é bom ou se é mau. Também não sei se o que motiva a UE é a situação no Tibete que perdoem-me a expressão já tem barbas...
Não defendo um boicote a Beijing. Tenho uma desconfiança pemanente destas coisas: de que serviu o boicote aos Jogos de Montreal pelas nações africanas, ou o boicote a Moscovo pelos americanos ou o boicote a Los Angeles pelo bloco leste?
Hitler teria desistido dos seus planos se os jogos de Berlim tivessem sido boicotados? Não foram... o que permitiu que num ambiente hostil, nuns jogos preparados para o triunfo dos atletas alemães, no meio da propaganda nazi que promovia o conceito de "superioridade ariana" e descrevia os negros como raça inferior, Jesse Owen, um homem (por acaso negro, por acaso neto de escravos) arrebatasse quatro medalhas de ouro. Diz a lenda que na terceira medalha Hitler abandonou o estádio e que não compareceu para ver a quarta... É disto que se fazem os sonhos! É uma visão romântica? Se calhar é!

O video está fixe mas não percebo a parte final!

Porque se comenta pouco neste blog?

Comenta-se pouco e vota-se ainda menos!!
Num universo de milhões de votantes, contabilizando só os que fazem parte do acordo ortográfico, num caderno eleitoral de milhares (ok, centenas, pronto dezenas) de visitantes por dia a votação foi escassa. 18 votos!
Uma abstenção em massa!
18 votos o que não quer dizer 18 votantes!
Porque não é por acaso que a opção "Os posts são tão geniais que tenho vergonha de comentar" ganhou com 33% dos votos.
OK não tem maioria mas é uma vitória sociológica... e quero agradecer aos poucos (mas bons, diria mais aos óptimos eleitores) que votaram!
Perturbante, muito perturbante mesmo o facto de este blog não estar na moda! Como é que isso é possivel?? Um blog tão fixiiiiiii.

10 de abril de 2008

Capuchinho Vermelho

Versão do Capuchinho Vermelho actualizada para português corrente:
"Tás a ver uma dama com um gorro vermelho? Yah, essa cena! A pita foi obrigada pela kota dela a ir à toca da velha levar umas cenas, pq a velha tava a bater mal, tázaver? E então disse-lhe:
- Ouve, nem te passes! Népia dessa cena de ires pelo refundido das árvores, que salta-te um meco marado dos cornos para a frente e depois tenho a bófia à cola!-
Pá, a pita enfia a carapuça e vai na descontra pela estrada, mas a toca da velha era bué longe, e a pita cagou na cena da kota dela e enfiou-se pelo bosque. Népia de mitra, na boa e tal, curtindo o som do iPod... É então que, ouve lá, salta um baita dog marado, todo chinado e bué ugly mêmo, que vira-se pa ela e grita:
- Yoo, tá td? Dd tc?
- Tásse... do gueto alí! E tu... tásse? - disse a pita.
- Yah! E atão, q se faz?
- Seca, man! Vou levar o pacote à velha que mora ao fundo da track, que tá kuma moka do camano!
- Marado, marado!... Bute ripar uma até lá?
- Epá, má onda, tázaver? A minha cota não curte dessas cenas e põe-me de pildra se me cata...
- Dasse, a cota não tá aqui, dama! Bute ripar até à casa da tua velha, até te dou avanço, só naquela da curtição. Sem guita ao barulho nem nada.
- Yah prontes, na boa. Vais levar um baile katéte passas!!!
E lá riparam. Só que o dog enfiou-se por um short no meio do mato e chegou à toca da velha na maior, com bué avanço, tázaver?
Manda um toque na porta, a velha "quem é e o camano" e ele "ah e tal, e não sei quê, que eu sou a pita do gorro vermelho, e na na na...". velha abre a porta e PIMBA, o dog papa-a toda... Mas mesmo, abre a bocarra e o camano e até chuchou os dedos...
O mano chega, vai ao móvel da velha, saca uma shirt assim mêmo à velha que a meca tinha lá, mete uns glasses na tromba e enfia-se no VL... o gajo tava bué abichanado mêmo, mas a larica era muita e a pita era à maneira, tásaver?A pita chega, e tal, e malha na porta da velha.
- Basa aí cá pa dentro! - grita o dog.
- Yo velhita, tásse?
- Tásse e tal, cuma moca do camâno... mas na boa...
- Toma esta cena, pa mamares-te toda aí...
- Bacano, pa ver se trato esta cena.-
Pá, mica uma cena: pa ké esses baita olhos, man?
- Pá, pa micar melhor a cena, tázaver?
- Yah, yah... E os abanos, bué da bigs, pa ke é?
- Pá, pa poder controlar melhor a cena à volta, tázaver?
- Yah, bacano... e essa cremalheira toda janada e bué big? Pa que é a cena?
- É PA CHINAR ESSE CORPO TODO!!! GRRRRRRRR!!!!
E o dog manda-se à pita, naquela mêmo de a engolir, né? Só que a pita dá-lhe à brava na capoeira e saca um back-kick mesmo directo aos tomates do man e basa porta fora! Vai pela rua aos berros e tal, o dog vem atrás e dá-lhe um ganda-baite, pimba, mêmo nas nalgas, e quando vai para engolir a gaja aparece um meco daqueles que corta as cenas cum serrote, saca de machado e afinfa-lhe mêmo nos cornos. O dog kinou logo alí, o mano china a belly do dog e saca de lá a velha toda cheia da nhanha.
Ina man, a malta a gregoriar-se toda!!! E prontes, já tá...

9 de abril de 2008

Arte

Há alguns anos atrás vi uma peça que me fascinou. “Arte” é uma fabulosa peça da dramaturga (pode-se chamar dramaturga a quem escreve comédias?) francesa Yasmina Reza.
Três ou quatro amigos e uma tela. Uma tela em branco. Comprada por muito, muito, mesmo, muito dinheiro. O proprietário dessa dispendiosa tela encontra naquele branco de tela significados e metafísicas que lhe foram descritos pelos marchands e críticos de arte. É arte! Está em branco, mas vale milhões!
Orgulhoso da aquisição e investimento e prova do seu apurado gosto artístico apresenta o quadro aos amigos um dos quais (politicamente incorrecto) apesar das profusas explicações e interpretações pré-ditadas pelo amigo conclui: “Isso é uma merda em branco” ou algo parecido que a memória já não é o que era e já lá vão uns 10 anos. “Pagaste quanto por essa porra?”.
Claro que a peça é mais do que a mera questão estética ou a discussão da subjectividade artística dos nossos tempos ou o monte de probabilidades que uma tela em branco apresenta: cada um vê num quadro pintado de branco aquilo que quer, o que podia ter sido mas não foi... até o politicamente incorrecto nada. A discussão entre os amigos é interessante, intensa; ora convoca o riso ora chama a emoção. A tela em branco é apenas o ponto de partida para a reflexão (penso eu de que…) sobre algumas incongruências da vida. Ah, lembrei: são três, sim são três amigos. Um a favor, um contra e um sempre em cima do muro.
Claro que quem é fã decerto se lembra da história em que o Pateta trabalhava numa galeria e no momento em que pendura os quadros para uma exposição chega uma excursão de apreciadores de arte. Pateta não se atrapalha e qual crítico de arte avança uma demorada explicação de cada um dos quadros. Sentimentos, cores, impressões… de tudo isso fala o nosso amigo Pateta, crítico de arte, aplaudido e elogiado pelos visitantes que saem visivelmente satisfeitos com o que viram perante o espanto do dono da galeria. Espanto porque ó pormenor dos pormenores: os quadros estavam embrulhados!

7 de abril de 2008

Miss Landmine Angola 2008

O título de Miss Minas Terrestres Angola 2008 – Miss landmine - foi ganho por uma mulher de 31 anos que perdeu parte duma perna ao pisar uma mina.
Criado pelo artista norueguês, Morten Traavik, este concurso de beleza que teve lugar no dia 2 de Abril tem sido rodeado de controvérsia.
Por um lado acusações de exploração das mulheres africanas e de que o dinheiro angariado para o concurso poderia ter sido utilizado para garantir alguma qualidade de vida e autonomia às vítimas.
A organização do concurso por seu turno diz ter por objectivos: chamar a atenção local e global para o problema das minas terrestres, questionar os conceitos pré-estabelecidos de perfeição física, celebrar a beleza verdadeira e substituir o termo "vítima" por "sobrevivente".
Quanto a mim, todos os meios são bons para lembrar a capacidade destrutiva das minas pessoais que segundo as UN continuam a estropiar entre 300 a 400 pessoas por ano, só em Angola.
Ver o site da organização e ler notícia aqui.


Ed, o compincha!

Para conversar nas manhãs de segunda-feira em que nada apetece... e sempre dá um ar de quem está ocupado. O Ed conversa sobre tudo embora prefira temas relacionados com o ambiente. Clika na imagem e boa prosa!

5 de abril de 2008

Aquela carta... não é para mim

Volto atrás. Confirmo os destinatários. Esta epístola dirigida à Nação, por um deputado, tem alvos destinatários devidamente identificados. Não é para mim que sou anarquista graças a Deus!
Porra Que alívio!
Mas o choque mantém-se. Continuo a leitura e custa-me a crer. Esta viagem interior deve ter sido doída. Louve-se a coragem (ou a loucura) de a empreender. Eu sei que algum dia em qualquer parte, inevitavelmente, temos de nos encontrar connosco próprios e só de nós depende que seja a mais amarga das nossas horas ou o nosso melhor momento.
Quero crer que essa hora foi amarga para o remetente deste esclarecimento: " ... permanente crise de identidade, má consciência, autoperversão, autonegação..." e um remate final perfeitamente assustador: "... a história das taras e das profundas tendências esquizofrénicas e suicidas do MPD". Os epítetos são mais, muitos mais, e cada um pior que o outro. Caramba, antes burro que de entre todos os animais da Terra foi o escolhido por Deus para transportar o seu filho.
Vem-me à mente a citação (lida há pouco tempo no Con(ou sem)tigo) de Jimi Hendrix: "Quando o poder do amor se sobrepuser ao amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz." Jogos de poder hehehehehehe
Chamem os psicólogos, os psiquiatras os polícias e os homenzinhos de bata branca! E levem-me... a mim que não sei se hei-de rir ou de chorar. Tirem-me deste filme.

4 de abril de 2008

Receita exótica

O fim-de-semana está quase e experimentar uma nova receita culinária pode ser a melhor maneira de relaxar. A quem quiser experimentar deixo o aviso que recebi por e-mail e não testei.
RECEITA EXÓTICA:

Ingredientes:
Homem, morangos, champanhe, jornal, comando TV
Modo de preparação:
(1) Juntar o jornal, o homem e o comando da TV.
(2) Fechar bem fechadinho na sala.
(3) Sair para comer morangos com champanhe em casa do vizinho solteiro e bom como o milho!
Bom Apetite