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9 de abril de 2008

Arte

Há alguns anos atrás vi uma peça que me fascinou. “Arte” é uma fabulosa peça da dramaturga (pode-se chamar dramaturga a quem escreve comédias?) francesa Yasmina Reza.
Três ou quatro amigos e uma tela. Uma tela em branco. Comprada por muito, muito, mesmo, muito dinheiro. O proprietário dessa dispendiosa tela encontra naquele branco de tela significados e metafísicas que lhe foram descritos pelos marchands e críticos de arte. É arte! Está em branco, mas vale milhões!
Orgulhoso da aquisição e investimento e prova do seu apurado gosto artístico apresenta o quadro aos amigos um dos quais (politicamente incorrecto) apesar das profusas explicações e interpretações pré-ditadas pelo amigo conclui: “Isso é uma merda em branco” ou algo parecido que a memória já não é o que era e já lá vão uns 10 anos. “Pagaste quanto por essa porra?”.
Claro que a peça é mais do que a mera questão estética ou a discussão da subjectividade artística dos nossos tempos ou o monte de probabilidades que uma tela em branco apresenta: cada um vê num quadro pintado de branco aquilo que quer, o que podia ter sido mas não foi... até o politicamente incorrecto nada. A discussão entre os amigos é interessante, intensa; ora convoca o riso ora chama a emoção. A tela em branco é apenas o ponto de partida para a reflexão (penso eu de que…) sobre algumas incongruências da vida. Ah, lembrei: são três, sim são três amigos. Um a favor, um contra e um sempre em cima do muro.
Claro que quem é fã decerto se lembra da história em que o Pateta trabalhava numa galeria e no momento em que pendura os quadros para uma exposição chega uma excursão de apreciadores de arte. Pateta não se atrapalha e qual crítico de arte avança uma demorada explicação de cada um dos quadros. Sentimentos, cores, impressões… de tudo isso fala o nosso amigo Pateta, crítico de arte, aplaudido e elogiado pelos visitantes que saem visivelmente satisfeitos com o que viram perante o espanto do dono da galeria. Espanto porque ó pormenor dos pormenores: os quadros estavam embrulhados!

7 de abril de 2008

Miss Landmine Angola 2008

O título de Miss Minas Terrestres Angola 2008 – Miss landmine - foi ganho por uma mulher de 31 anos que perdeu parte duma perna ao pisar uma mina.
Criado pelo artista norueguês, Morten Traavik, este concurso de beleza que teve lugar no dia 2 de Abril tem sido rodeado de controvérsia.
Por um lado acusações de exploração das mulheres africanas e de que o dinheiro angariado para o concurso poderia ter sido utilizado para garantir alguma qualidade de vida e autonomia às vítimas.
A organização do concurso por seu turno diz ter por objectivos: chamar a atenção local e global para o problema das minas terrestres, questionar os conceitos pré-estabelecidos de perfeição física, celebrar a beleza verdadeira e substituir o termo "vítima" por "sobrevivente".
Quanto a mim, todos os meios são bons para lembrar a capacidade destrutiva das minas pessoais que segundo as UN continuam a estropiar entre 300 a 400 pessoas por ano, só em Angola.
Ver o site da organização e ler notícia aqui.


Ed, o compincha!

Para conversar nas manhãs de segunda-feira em que nada apetece... e sempre dá um ar de quem está ocupado. O Ed conversa sobre tudo embora prefira temas relacionados com o ambiente. Clika na imagem e boa prosa!

5 de abril de 2008

Aquela carta... não é para mim

Volto atrás. Confirmo os destinatários. Esta epístola dirigida à Nação, por um deputado, tem alvos destinatários devidamente identificados. Não é para mim que sou anarquista graças a Deus!
Porra Que alívio!
Mas o choque mantém-se. Continuo a leitura e custa-me a crer. Esta viagem interior deve ter sido doída. Louve-se a coragem (ou a loucura) de a empreender. Eu sei que algum dia em qualquer parte, inevitavelmente, temos de nos encontrar connosco próprios e só de nós depende que seja a mais amarga das nossas horas ou o nosso melhor momento.
Quero crer que essa hora foi amarga para o remetente deste esclarecimento: " ... permanente crise de identidade, má consciência, autoperversão, autonegação..." e um remate final perfeitamente assustador: "... a história das taras e das profundas tendências esquizofrénicas e suicidas do MPD". Os epítetos são mais, muitos mais, e cada um pior que o outro. Caramba, antes burro que de entre todos os animais da Terra foi o escolhido por Deus para transportar o seu filho.
Vem-me à mente a citação (lida há pouco tempo no Con(ou sem)tigo) de Jimi Hendrix: "Quando o poder do amor se sobrepuser ao amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz." Jogos de poder hehehehehehe
Chamem os psicólogos, os psiquiatras os polícias e os homenzinhos de bata branca! E levem-me... a mim que não sei se hei-de rir ou de chorar. Tirem-me deste filme.

4 de abril de 2008

Receita exótica

O fim-de-semana está quase e experimentar uma nova receita culinária pode ser a melhor maneira de relaxar. A quem quiser experimentar deixo o aviso que recebi por e-mail e não testei.
RECEITA EXÓTICA:

Ingredientes:
Homem, morangos, champanhe, jornal, comando TV
Modo de preparação:
(1) Juntar o jornal, o homem e o comando da TV.
(2) Fechar bem fechadinho na sala.
(3) Sair para comer morangos com champanhe em casa do vizinho solteiro e bom como o milho!
Bom Apetite

3 de abril de 2008

Comandos para Homem e Mulher

As diferenças de género ilustradas. Nem precisa comentários... lol. Está óptimo :)

2 de abril de 2008

Importa-se de repetir (IV)

Jorge Figueiredo, presidente da Câmara Municipal do Sal, afirmou no Expresso das Ilhas que mais de um milhão de metros quadrados de terrenos foram vendidos pelo Governo só em Santa Maria.
Estou um pouco perdida! Números nunca foram comigo e múltiplos muito menos. Deixa ver se consigo descodificar: 1 000 000 e agora corto os zeros... metro... mais um zero e tenho o decâmetro, agora mais um e cá está o hectómetro, e fico com os quilómetros 1000000. Kééé???
Mil quilómetros quadrados???? Porra, quanto mede a ilha??
Pois é bébé! Só posso ter feito mal as contas.
Importa-se de repetir? Quantos metros é que foram mesmo?

ACTUALIZAÇÃO DE ÚLTIMA HORA

A pedido de milhões de usuários do blog... Ok, ok, foram só umas dezenas... está bem caramba, porque não posso ser como os políticos??Recomeçando: a pedido dum leitor que veio parar ao blog acidentalmente cá ficam novas contas:
Primeiro é preciso pôr a coisa em hectares que é a unidade de medida de áreas habitualmente usada e que equivale a um quadrado cujo lado é igual a cem metros (contas feitas parece que corresponde a 10 000 metros quadrados).
10000 metros quadrados correspondem a 0,01 quilómetros quadrados.
Um milhão de metros quadrados é equivalente a 100 hectares e corresponde a 1 quilómetro quadrado.

Pronto. Correspondi ao pedido... o que não faço para ganhar um visitante assíduo!! Mas tens a certeza? Um quilómetro quadrado?? Pronto, escusas de ser malcriado e não é nada de especial saber mais de contas do que eu...
Se mais alguém quiser fazer contas...

1 de abril de 2008

Humor brasileiro

O título deste post também podia ser: O porquê de acreditar que o humor é a arma mais poderosa numa democracia.