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Ilhéu

21 de janeiro de 2008

Lido

no Diário Económico:
"Por diversas razões, Porton di Nos Ilha, o portal de Cabo Verde, é um bom exemplo de administração electrónica. Em primeiro lugar pela racionalização de meios que demonstra. Em vez de dispersar a informação por diversos portais sectoriais, Cabo Verde concentrou num único Portal, a vertente cidadania (incluindo questões eleitorais de emigração e relações com o fisco), a vertente negócios, a intranet da Administração pública e as informações sobre o país (Di nos Terra). Depois, pela visão integrada que partilha. Desde logo a visão multicanal. Ao portal corresponde, no atendimento presencial, a Casa do Cidadão que abriu no mesmo dia em Santiago. Inspirada no conceito de Loja do Cidadão, beneficiará das novas possibilidades de integração disponibilizadas pelas TIC. O portal partilha ainda o sistema de informação com o canal telefónico (voz/sms), considerado de grande potencial pelo seu baixo custo e acessibilidade."
É bom este reconhecimento que parte dos outros sobre aquilo que se vai fazendo por cá e que passa despercebido ou é menosprezado.
O portal da Casa do Cidadão, www.portondinosilha, merece, efectivamente, esta chamada de atenção (aos mais distraídos como eu) pois é um instrumento que cá dentro e lá fora permite à Administração Pública responder mais rapidamente às nossas solicitações. Na Net, claro está, mas também (ou principalmente) ao balcão!
Fiquei com o ego (colectivo) em cima!!!

20 de janeiro de 2008

Cinema

Para quem gosta de cinema, este site “65 anos de cinema” é um verdadeiro achado com fichas técnicas, sinopses, críticas, fotografias, cenas e músicas de filmes.
E, para quem, como eu, não guarda a memória de nomes é um site extremamente útil para identificar filmes que procuramos para rever. Finalmente (re)descobri o nome de um dos meus filmes de culto “Butch Cassidy and the Sundance Kid”! Nunca me lembro do raio do nome do filme…

Amílcar Cabral

Um post no Café Margoso fez-me recordar Amílcar Cabral, meu herói de sempre, e uma frase proferida em 1969 no Seminário de Quadros que não resisto a partilhar:

"Compromisso
Jurei a mim mesmo que tenho que dar a minha vida, toda a minha energia, toda a minha coragem, toda a capacidade que posso ter como homem, até ao dia em que morrer, ao serviço do meu povo, na Guiné e Cabo Verde. Ao serviço da causa da humanidade, para dar a minha contribuição, na medida do possível, para a vida do homem se tornar melhor no mundo. Este é que é o meu trabalho."

Apesar de ser possivel encontrar imenso material, sobre as suas ideias, convicções e percurso on-line às vezes parece-me que Amílcar Cabral é um ilustre desconhecido entre nós!

17 de janeiro de 2008

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Por estes dias perguntavam-me se o acordo ortográfico da Língua Portuguesa já tinha entrado em vigor. Não soube responder!
Claro que esta ignorância tem directa relação com o facto de não ser grande apoiante do acordo ortográfico, assinado em 1990, com o objectivo de unificar a língua portuguesa escrita e criar um espaço lusófono sem barreiras linguísticas. A verdade é que entro em stress quando o meu filho me diz que aprendeu na escola que história se escreve estória (a propósito: julgo que a eliminação do h inicial, mudo, não foi contemplada) !!
Li há pouco tempo, no Público, um artigo interessante do Vital Moreira, sobre esta temática e há que reconhecer que não existe nenhuma ortografia sacralizada pela tradição.
Além disso o Português deve ser a única língua do Mundo ocidental falada por mais de cinqüenta milhões de pessoas que tem mais de uma ortografia oficial. Mesmo o castelhano apresenta dezenas de variações de pronúncia na Espanha e América hispânica mas apenas uma ortografia.
Reconheço que pode haver vantagens na uniformização ortográfica, desde logo quando a ortografia aproxima a língua escrita da língua falada e elimina divergências que não são reais… mas assusta-me.
Achei interessante o argumento de que a grande oposição a este acordo, em Portugal – e um dos fundamentos para defesa duma moratória de 10 anos - provém, desde o princípio, das editoras portuguesas não só porque não desejam reeditar os seus fundos bibliográficos mas principalmente porque temem a concorrência brasileira na edição de livros escolares e técnicos nos mercados portugueses e também africanos onde vigora a norma ortográfica portuguesa.
O texto original do Acordo previa a sua entrada em vigor no dia 1 de Janeiro de 1994, após ratificação por todos os Estados mas só Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe concretizaram a ratificação e as coisas ficaram em banho maria.
Entretanto, o protocolo modificativo de 2004, assinado em S. Tomé (entrou em vigor um mês após o depósito por três dos Estados membros da CPLP dos respectivos instrumentos de ratificação que os vincularam ao Protocolo) permite que o acordo vigore com a ratificação de apenas três países da CPLP, sem necessidade de aguardar que todos os outros membros da organização adoptem (ou adotem) o mesmo procedimento.
Este protocolo foi ratificado pelo Brasil, por Cabo Verde e por São Tomé. Portugal ainda não o ratificou!
Em Cabo Verde, se o anúncio do depósito do instrumento de ratificação já foi publicado no Boletim Oficial (o que ainda não consegui verificar) o facto é que o Acordo já se encontra em vigor!
Se isso é bom ou mau...

15 de janeiro de 2008

Praia - fotos

Vivo na Cidade da Praia, ilha de Santiago. Gosto da diversidade desta ilha e dos encantos e recantos que vamos encontrando por aí e das gentes.
Ficam algumas fotos do passado fim de semana com a promessa de ir publicando fotos de cada ilha aqui no blog (logo que consiga organizar os albuns LOL).
Um passeio à Cidade Velha e um pôr do sol tranquilo num spot (felizmente) pouco frequentado aqui mesmo na Praia, óptimo para uma caipirinha em boa companhia.


11 de janeiro de 2008

Batuko Santiago

Alguns dias de silêncio como consequência da passagem de ano em S. Vicente! Foi necessário recuperar algumas noites mal (ou nada) dormidas. Dormir é um desperdício na Mindelo em festa mas o corpo já pedia tréguas: "quando a cabeça não tem juízo corpo é que paga" lol!
Recuperação activa na Praia. Há algum tempo que não ia ao Quintal da Música, o espaço continua agradabilíssimo e tive a sorte de acertar com um dos meus espectáculos favoritos, o batuko. Eram as Batucadeiras Tradisson di Terra. O batuko é uma das tradições mais bonitas di nôs terra e uma herança cultural que felizmente parece renascer.
São mulheres que se juntam para cantar e tocar. Cantar sobre a vida que levam, os sonhos, as esperanças, as desilusões, as tristezas, a dureza, os homens, os filhos. Tudo pode ser tema! Tocar a tchabeta feita de um monte de panos envolvidos em si mesmos. A energia que estas mulheres transmitem é fantástica.
Não paro de me surpreender com a capacidade de superarem o cansaço e depois de um dia de trabalho duro brindarem-nos com uma actuação de mais de duas horas.
Fica um pequeno registo mas há videos disponíveis no youtube.

27 de dezembro de 2007

Uma morte anunciada

Benazir Bhutto, líder do PPP (Partido Popular Paquistanês) e primeira mulher que governou um país muçulmano, tendo exercido por duas vezes o cargo de 1º ministro, foi assassinada .
Depois de várias ameaças e tentativas Bhutto foi vítima de um ataque suicida que atingiu também os seus apoiantes em Rawalpindi.
A coragem e determinação desta mulher que regressou há bem pouco tempo ao Paquistão para disputar as eleições que vão ter lugar em Janeiro são lendárias. “Eu não escolhi esta vida, ela me escolheu” é uma das frases de Bhutto que ficam para a história. Tocante a forma como se descreveu na sua autobiografia “A Filha do Leste”: Nascida no Paquistão, minha vida reflecte a sua turbulência, as suas tragédias e os seus triunfos. Paquistão não é um país vulgar. E a minha vida também não foi vulgar”
E não foi mesmo. O pai, primeiro-ministro Zulfikar Ali Bhutto, foi executado depois de um golpe militar em 1977, os dois irmãos assassinados, um na França e outro num tiroteio em Karachi. Depois da execução Ali Bhutto, Benazir Bhutto tornou-se a principal líder do PPP, foi presa por diversas vezes e foi por duas vezes eleita primeira-ministra
O Paquistão, por seu turno, apesar de ter sido a primeira república islâmica do mundo, tem uma turbulenta história de alternância entre democracia e ditadura. Fruto tal como a vizinha Índia da dissolução do império colonial britânico da Índia, em 1947, o Paquistão tem enfrentado sucessivos conflitos mantendo com a Índia uma relação turbulenta a que não é alheia a ocupação de Caxemira
A visão moderada de Bhutto e a sua luta por tornar o Paquistão um país moderno e democrático tornou-a um alvo das organizações de carácter fundamentalista e o seu regresso em Outubro foi sangrento.
Neste momento procuram-se culpados e responsáveis. Mas como é possível que depois de ter escapado a um atentado que vitimou à volta de 150 pessoas Benazir Buttho tenha sido tão mal protegida?

Wake up