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25 de março de 2016

Sampaleaks - a verdade por trás da derrota

Pela primeira vez, desde 2001, em plena noite eleitoral, com resultados meramente provisórios vem o líder do partido derrotado nas urnas assumir a dita publicamente!!!
Pela primeira vez, desde 2001, não há impugnação de eleições nem líderes partidários a clamar  fraude eleitoral... a justificação apresentada pelo MpD  nas antecedentes três idas às urnas para escolher um Governo. Os cabo-verdianos estão frustrados e preocupados, agora é assim? Assume-se a derrota? Não se impugna? Não há fraude?
Grande mudança!!!! Merece investigação!
Repórter X foi investigar. Começou por aplicar o sofisticadíssimo OAP (ouvido atrás da porta) para escutar a ultra secreta conversa entre os dirigentes do PAICV: "Vamos ter de explicar ao povo", "Explica tu, eu cá acho que melhor é não falarmos, os outros que expliquem" "E deixar que seja o Liberal a explicar? Boa ideia" "Fizemos o que tínhamos a fazer, senão eles não chegavam lá e o efeito nos parceiros seria devastador" "Vai lá explicar-lhes que tínhamos de perder... estás maluco?"
Repórter X ficou curioso, seguindo a curiosidade que é a mãe de todas as descobertas usou um método ainda mais sofisticado: arranjou uma fonte dentro do Liberal - único jornal credível do país acima de tudo porque nem é um jornal - e descobriu toda a verdade:
Tudo começou quando o embaixador estrelinha da UE começou a fazer perguntas, no seu escritório Fogo de África "mas estes gajos pensam que são o quê? Que são brancos? Que são o Luxemburgo? Um governo ganhar três legislaturas em África!! E agora querem a quarta?  Só o que faltava, olha se a moda pega" e abanando a cabeça repetia "Já bem basta o chefe (Junkers) trata-los como parceiros; já agora iguais, não!!!?"
Espiões à boa maneira 007, colocados em diversos pontos estratégicos (XPTO, Quintal da Música, Poeta...) transmitiram as novidades ao PAICV "Parece que se ganharem mais uma vez vão ser chamados de ditadores".
Em reunião de emergência JHA e JMN chegam a uma conclusão radical: para continuarmos a desenvolver Cabo Verde vamos ter de perder. Liberal teve a caixa mas foi-lhe pedido cooperação pelo MPD e cooperou com a promessa que em breve será um jornal.
OS TAMBARINAS TUDO FIZERAM PARA PERDER EM NOME DA CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA. Com a cooperação do MPD que tudo fez para ganhar, avermelhou, abandonou o verde e quase transmudou UCS em JMN...
Tudo em  para garantir que Cabo Verde continuasse no tops em vários rankings. Uma democracia em África , com uma maioria estável durante 20 anos??? Seria inacreditável... indeed!
Cabo Verde mais uma vez modelo da democracia em África pelas mãos do PAICV!




24 de março de 2016

Lá se vão os rankings...

Ainda nem tomaram posse e lá se vão os rankings que Cabo Verde demorou tanto tempo a galgar. Com o terrorismo psicológico que o MPD tenta impor como estilo de pré-governação, rapidamente Cabo Verde estará no radar de várias organizações internacionais.
Cabo Verde ocupa a 36ª posição no ranking da liberdade de imprensa mas os Repórteres Sem Fronteiras já fizeram saber que estão atentos ao país e Sampa vai já avisando que mais um ataque e "prazeirosamente" fará chegar a sua queixa
O Mo Ibrain na sua criteriosa ponderação da atribuição do prémio de milhão de dólares já levantou questões mostrando que não compactuam com perseguições... JCF já foste, esquece o milhão.
O freedom house já era e vai continuar.
Sampadjud sabe que se estes disparates continuam nem o ranking da seleção vai aguentar.
Viva os Tubarões Azuis... perdão verdes, perdão vermelhos, perdão... MPD de que cor podem os Tubarões Azuis vestir?????
Á cautela Sanpadjud inaugura a etiqueta "perseguições"


Perguntas indiscretas

Este blog pretendia exibir um post sério e tradicional parabenizando os cataventos MPD pela fortíssima expressão popular que lhe deu a vitória no último domingo., sem djobi pa lado, mas prudentemente esperou - não a contagem global ou a proclamação como manda a lei - esperou para ver o comportamento dos vencedores.
Sampa considera normal que nas primeiras 24, ok, ok, foram 15 anos merecem uma tolerância maior 72 horas houvesse excessos de língua - lembram-se da festa do Sporting depois de 18 anos sem ganhar o campeonato português?  Mas está a ser mais do que isso... A sensação é de dejá vu.
Vamos perguntar: são resquícios do rabentolismo de 90? São momentos infelizes que vão ser rapidamente ultrapassados? Os papinhas doces - e que doces foram!!! quase tão doces como em 1995 - têm razão quando não esquecem as perseguições, saneamento e assassinatos de caracter que contraditoriamente se seguiram ao advento da democracia? Ulisses vai governar para todos os cabo-verdianos sem nepotismo, favoritismo e perseguições?
Vamos esperar pelas respostas... não tardam.
Tal como não tardaram as análises da derrota do PAICV pelo MPD... estranho não é? Não deviam estar a analisar a vitória? E esta pressa em justificar a derrota dos outros mais estranha é. Nha boka ka sta la... Mas estranho é... ai papainhas doces, vocês e esse sentido de Estado.



17 de março de 2016

Sampaleaks again- MpD amarelou outra vez

Amarelou. Ulisses amarelou. Depois de ter avermelhado amarelou.
Nada de novo. Até chateia esta falta de criatividade dos cataventos (MPD). Já o Veiga em 2011, em desespero de causa amarelou. Veja no Sampaleaks como Veiga Amarelou! Em 2011.
Andam os cataventos a tentar convencer com fotos manipuladas, com sondagens inexistentes, com invenções hilariante e eis que sem djobi pa lado Ulisses amarelou, deixou-se apanhar pela onda amarela e vestiu-se de amarelo para "inocentemente" tentar levar à prática o ditado "se não podes com eles junta-te a eles". Eu quero ser amarelo. Mi deixemmmmmmmmmm ser amarelo." Verde é que não fico.Consta que os marketeers de serviço adoraram a ideia e comentaram que a única forma de desencorajar o voto no PAICV é convencer os cabo verdianos que o Veiga é amarelo.
PS1: Sanpadjud pede muito humildemente ao MPD que inove. Andar a a aplicar os 3R´s a posts é tristonho
PS2: o Veiga é mais fotogénico

16 de março de 2016

Vota MPD ou és reprogramado!!!

Uiiiiiiiiiiiiiiiiiii. K meduuuuuuuuuu. Sanpadjud vai ser reprogramado depois de ter escapado à reeducação!!!

Nos últimos dias os malabarismos de soberba hipocrisia e o regabofe de ódio aos cidadãos tem-se multiplicado por parte do MPD/cataventos:

Soberba hipocrisia de dizer e fazer uma coisa hoje e amanhã o seu contrário: o Casa para Todos, ontem um programa do Governo, cheio de defeitos que devia ser interrompido para nunca mais voltar, hoje, um programa do Estado - só falta dizer que foi criado pelos cataventos - para continuar, crucial para o desenvolvimento do país (que se cuidem os que se inscreveram atempadamente, os critérios certamente mudarão com a desculpa que beneficiavam camaradas…. Quem são os camaradas? Todos os que não votam MpD). Isto de andar ao ritmo das conveniências e interesses pessoais ou de grupo é mesmo de catavento!!!
Com as instituições assistimos a uma tentativa convicta de destruir a sua credibilidade. Interessante que até as Nações Unidas são taxadas de ladras e corruptas – parece que se esqueceram do papel das NU na gestão dos donativos do Fogo.
Entretanto o regabofe de ódio aos concidadãos atinge os níveis habituais e eis que o povo cabo-verdiano já foi avisado que se votar PAICV é burro, tem mentalidade de escravo e será reprogramado!!!
Neste ponto Sanpadjud junta-se às vozes que exigem saber quem são os reprogramadores. Serão escolhidos por concurso? Podemos candidatar? Quais são os requisitos?
Mas enfim nada de novo, tudo velho, substituíram a palavra reeducar por reprogramar… Lembram-se do Veiga a reeducar? Não? Pois recordem AQUI ou AQUI
Desde o nascimento da democracia que as maiores ameaças à sua qualidade vêm dos caluniadores e dos fanáticos e daqueles que fazem campanhas eleitorais sem esperança de ganhar!

14 de março de 2016

Eu queru tchu, eu queru tcha


Eu Quero… pois “queru”, queru muita coisa. Quero emprego, Quero educação, Quero segurança.
Falamos de custos e sustentabilidade noutra altura que agora não dá jeito. Agora basta querer. E copiar a agenda de transformação do Governo. E juntar uns Queruuuu!
Eu queru Tchu, eu queru tcha. Eu queru Tchu...tcha
Sanpadjud que gosta de saber das coisas, quer saber como é que se garante doze anos de ensino gratuito? Sanpadjud esclarece os mais distraídos: acaba-se com as refeições quentes, acaba-se com todos os apoios a quem precisa e aumentam-se impostos!
 
Sim, aumentam-se os impostos pois é preciso pagar aos professores (todos os meses e não de 45 em 45 dias), às cozinheiras (que apesar de trabalharem meio período vão passar a receber o salário mínimo integralmente), às ajudantes de serviços gerais, é preciso pagar água, luz e telefone (pois, pois, paga-se…) é preciso fazer manutenção dos liceus... Epá... isso é muita coisa para pagar... e donde sai o dinheiro? Epá, nu ka djobi pa lado... ka stava tudu pagu???
 
Esquece deixa para lá, isso é pormenor, o pormaior é que Eu queru Tchu, eu queru tcha e muito Risotril.
 

13 de março de 2016

15 anos é demais?? Pois é, bebé.

15 anos é demais?  Que falta de respeito para com o povo cabo-verdiano. Foi o povo que escolheu o PAICV para governar Cabo Verde por três legislaturas consecutivas .
Foi o eleitor cabo-verdiano que por três vezes consecutivas negou ao MPD a hipótese de governar.
Os cabo-verdianos não podiam votar três vezes seguidas no PAICV? Mas votaram, sem djobi pa lado kkkkkk
Pois é bébé! Agora, chora! Grita: é a minha vez... buáááá
O Ulisses e o MPD querem impedir os cabo-veríamos de votar no PAICV porque já escolheram o PAICV POR TRÊS VEZES SEGUIDAS????
Sanpadjud está cansado de ouvir este choradinho: "Cabo-verdianos já chega, é dimaiss. Nós também queremos brincar aos governantes. É a nossa vez. Não faz isso connosco outra vez"
Uma perplexidade: o MPD vem com as mesmas caras de há quinze anos, melhor, vinte e cinco anos. Esses não têm prazo de validade?
Temos fila governativa. O MPD tem senha. Marcou a vez. Reservou lugar. Os cabo-verdianos estão obrigados a votar cata-vento, sem djobi pa ladu, porque Ulisses quer.
Uma coisa é certa: Cabo Verde está mais uma vez a inovar na política e no mundo. Se já tivéssemos espalhado esta ideia, evitava-se aquela anedota sobre um país nórdico: Ó papá porque é que os homens não podem ser primeiro-ministro?
Sanpadjud aconselha a UCID, PP e PSD a marcarem lugar... se esta moda pega sempre podem reclamar voto obrigatório, no respetivos, em 2020. Sanpadjud acha que o Além já merece... pelo menos reflecte
 Fila do MPD para governar CV



12 de março de 2016

Sem djobi pa lado, nhôs usa antolho!!!


A afirmação do líder dos cataventos em plena televisão nacional, em horário nobre, num debate entre candidatos a primeiro-ministro, que se pretendia sério, merece reflexão profunda.
"Sem djobi pa ladu"nhôs usa antolho!!
Uma proposta clara aos cabo-verdianos para que usem antolhos - acessório que se coloca na cabeça de animal de montaria ou carga para limitar sua visão e forçá-lo a olhar apenas para a frente – e não olhem para o lado ou para trás. Que limitem voluntariamente a sua capacidade de análise ou contextualização. Que se imbecilizem ou estupidifiquem...
Antolhos ou palas não são bons conselheiros ou aliados da inteligência. Seja em que domínio for e muito menos quando se trata de governar um país.

Sanpadjud espera que se trate MESMO de auto-limitação voluntária. Porque os cabo-verdianos evoluirram muito de 2000 para cá e esta moda de antolhos não vai ter muita adesão/aderência mas deixa alguns modelitos para escolha.




6 de março de 2016

Promover a mediocridade, a distracção e a infantilização


Adoro ver estratégias de manipulação de massas, em acção e que me perdoem os papainhas mas os cataventos utilizam-nas muito melhor e de forma mais assertiva. Alguns exemplos das estratégias que os cataventos estão a utilizar tão bem:
Promover a mediocridade sempre foi das técnicas mais usadas, estimular o acto de ser inculto ou ignorante como triunfo ou sinónimo de ser popular – caramba, a educação sempre foi a verdadeira arma para alterações sociais por isso diverte-me quando vejo cidadãos (se calhar de3via escrever cidadões para não passar por arrogante) clamar que a não saber ler, ou falar ou escrever é bom. Os aplausos entusiastas divertem-me ainda mais, pois normalmente provém daqueles que tiveram acesso a estudos e educação mas sofrem de iliteracia

Outra estratégia que temos visto muito é a da Distração… para quem não tem propostas sérias ou fundamentadas é crucial desviar a atenção das questões importantes para questões insignificantes ou superficiais. Manter as pessoas distraídas a discutir a “arrogância” do candidato em vez das propostas do candidato é um exemplo desse método que não deixa tempo para pensar – veja-se a rapidez dos cataventos no lançamento destes bodes “gravadora”, “arrogância”, “bedja” visando impedir que as pessoas apreendam as propostas apresentadas e a justificação das mesmas, Enquanto discutem a arrogância não utilizam o tempo para perceber que se há crescimento do turismo e de mobilização de água há necessariamente mais oportunidades a explorar – simples lógica silogística

A infantilização é outra técnica de que gosto mesmo muito. Adoro quando utilizam discurso, argumentos e entoação particularmente infantil… convenhamos dizer que o turismo não rende ao país porque o empresário, compra alfaces no exterior é de bradar aos céus pela infantilização… sim, qualquer criança acredita que tendo opção de compra nacional, com garantia de entrega, da quantidade necessária  a tempo e horas, que o empresário mande vir alfaces de avião??! Difícil de facto é vender 50 alfaces a um hotel que tem 1000 ocupantes… quando se fala em empresarialização da agricultura é também disto que se fala… E aqui fazemos ligação directa à técnica de fazer uso do aspecto emocional. Estratégia sempre bem-sucedida, estamos sempre prontos para “curto circuitar”  qualquer análise racional e deixar para lá todo o senso crítico

PS: Sim, li Chomsky que por acaso até é linguista…

3 de março de 2016

É agora!!! Está NA HORA

A política pode ser reduzida a uma fila e pronto! Sanpadjud concorda e nem tem como discordar! Isto com fila era muito melhor.
Agora é a minha vez, perdão a vez dos cataventos. Os cataventos estão na fila há quinze, quinze, quinze longos anos. Não é justo buáááá; chuif chuif!
Os cataventos não percebem esta insistência dos cabo-verdianos em colocar os papainhas doces a governar. Para que não fiquem tristes ou frustrados Sanpadjud explica: OS CABOVERDIANOS NUNCA PERCEBERAM NADA DE FILAS!!!
Qualquer um que pague as contas da Electra ou vá ao Calú (este é o único país do mundo em que com economia estagnada pipocam supermercados e padarias por todo o lado... até parece praga!!)) sabe esta verdade dogmática e insofismável:
OS CABO-VERDIANOS NÃO QUEREM SABER DE FILA E NÃO VALE A PENA DIZER "É A MINHA VEZ"
Já experimentei várias vezes: -  Ó senhor desculpe, mas eu estou aqui há espera há quinze minutos. Agora é a minha vez!!!! Debalde, sim de-balde... (aproveita e mete água)Não resulta!!! Não há como mudar este paradigma: ninguém respeita fila e quem respeita é visto como otário!!!
Quem avisa amigo é...
Sanpadjud depois do debate, de ontem, entre Ulisses e Monteiro, sugere para apoiar a estratégia dos cataventos que parece resumir-se a está na nossa hora, é a nossa vez, nós queremos. ou melhor Eu, Ulisses, Quero, uma letra de campanha a condizer

Não vamos mais lembrar do passado
O tempo é curto e muito há pra fazer
A Hora chegou para a geração catavento voltar a ser eleita
Proclamar a salvação dos nossos bolsos sem mais demora
Oh, esta é a hora, esta é a hora
Hora chegou, vamos ser determinados
Eu quero, eu quero, eu quero muito
Proclamar a salvação dos nossos bolsos sem mais demora
Oh,  é agora, esta é a hora

PS: adaptação livre do Vem, esta é a hora

1 de março de 2016

Quero... queijo queru


O país está novamente envolvido na trama auto-depreciativa que habitualmente antecede os actos eleitorais. De há quinze anos para cá que se assiste a esta estratégia compulsiva do MpD, falar mal, denegrir, assassinato de carácter, ataque pessoal.
Esta autofagia – porque no final do dia é o cidadão e o país é depreciado - não acontece por acaso, é uma técnica sobejamente dominada pelo gabinete de marketing.
Ficam umas achegas para os mais incautos:
Tudo começa com a sondagem dos cata-ventos, perdão MpD, que aponta os papainhas-doces, perdão PAICV, como maior força política no país, alicerçada em CREDIBILIDADE, com a anotação que fez o Ulisses deitar as mãos à cabeça CONFIABILIDADE, contrariamente ao MpD que o povo acha bom para a oposição mas no qual não tem confiança por força do desastre de 2000 - sim, sim é por isso que a JHA continua a falar dos 2000 e o UCS nem quer ouvir falar. Ou seja, os cabo-verdianos na sua esmagadora maioria acreditam que o PAICV é mais fiável, governa melhor, comete erros, evidentemente, mas erros ingénuos!
UCS ficou desesperado quando os consultores lhe explicaram que as obras da CMP não eram suficientes – não se pode comparar escadas arco-íris com barragens cheias de água ou fitness park com o estádio – e que teriam de atacar a credibilidade... usando a velha técnica de atirar para todo o lado, levantar suspeições com a certeza que o timing da Justiça é diferente do político e que mesmo não pegando o barro à parede, a confiança seria minada (os marketters de serviço podem explicar).
Nada de novo até aqui, a não ser resumir-se a isso e só isso e durante muito tempo, a limites nunca vistos, a campanha e estratégia dos cataventos, perdão do MpD. Delicioso o esforço dum tal Olavinho para questionar a plataforma das papainhas quando a plataforma do MpD se resume a um Eu Quero… pois “queru”, queru muita coisa, Quero emprego (no meu caso trabalho e não emprego) Quero educação, Quero segurança, Quero queijo Queru… mas deixemos a Visão, Estratégias e projectos para outra altura (sim, foi isso que o Ulisses disse no Fogo “depois veremos como fazer”) Como lá chegar é outra coisa por agora basta querer e o UCS representa o expoente máximo do querer. Quer a qualquer preço, mesmo que o preço seja o país.
A táctica do maldizer tem o reverso de colocar a própria credibilidade do país em questão e assim o seu futuro mas, convenhamos, apesar de todas as fragilidades das papainhas, o MpD não acredita que a hora é sua… sabe que quer… mas sabe que não vai ter!
PS (porque não merece sequer um post): ridículo o choradinho da vergonha nacional por causa do arresto dum avião. Não vi órgãos de comunicação social e dirigentes partidários de países como Brasil, Israel, México, Angola, Portugal a chorar desta maneira quando lhes arrestaram aviões. De chorar a rir os comentários de alguns distraídos do mundo que pensam ser um arresto uma coisa excepcional e quais caneiros foram atrás dos chefes.  É um arresto, caramba! Feio, sim! Inconveniente, sim! Mas vergonha nacional????? Vergonha nacional é a VBG, é o assédio e abuso de menores, é o tráfico... mas destas vergonhas nada consta na plataforma dos cata-ventos... vão desaparecer com a eleição do Ulisses bastando que ele grite Eu Queru e o povo responda Queijo Queru

27 de fevereiro de 2016

Se recomendação fosse boa... vendia-se!!!

Sabática interrompida pela rebaldaria frequência de acontecimentos interessantes, capazes de despertar a veia opinativa em qualquer eremita, Sanpadjud está de volta...
Depois de um debate épico que nos deu a conhecer um velho conhecido que regressa do Além sempre que há pleitos eleitorais e um Amanse-o com dificuldades em amansar as pulgas que o impediam de estar sossegado sempre que a câmara o focava,  que se perfilam como os mais que prováveis primeiros-ministros de Cabo Verde eis que a CNE, mal refeita da barracada da contagem dos dias, é-simples-usem-os-dedos-das-mãos-e-dos-pés-e-não-contem-ou-contem-o próprio-dia, lembra-se de outra capaz de nos fazer esquecer o "pára tudo... estou a reflectir... não respondo".
A CNE recomendou aos partidos... sim é o que está escrito na decisão 28/LEG/2016.
Recomendar significa aconselhar, exortar, pedir, advertir... o bom das recomendações é que não obrigam nada nem ninguém,!!!

A CNE recomendou/aconselhou/pediu  aos partidos políticos cabo-verdianos que não fizessem apresentações de lista, arruadas, (são reuniões públicas não são?)!!!! Uau!! Corajosamente a CNE rompendo de vez com a democracia pediu aos partidos: parem de chatear as pessoas com comícios reuniões e essas chatices!
Parece que o porta à porta escapou... se for portas adentro porque sempre pode ser considerado uma reunião pública se for da porta para fora. Partidos nada de reuniões até ao início da campanha.
E quando a campanha começar os partidos já podem fazer reuniões públicas, ficando a CNE encarregada de determinar se os animadores são profissionais ou amadores... Sampadjud tem a certeza que foi um esquema para permitir que a Presidente da CNE ficasse sozinha com o Gil Semedo... ou seria com o Zeca?!

Lá dizia a minha avó que se conselho fosse bom vendia-se... não se dava!

21 de fevereiro de 2013

O peão da Nação…


A estratégia é simples: enlamear. O objectivo é até prosaico: tornar o país ingovernável!
Pensaram nas consequências?
A estratégia de desgaste grosseiro em marcha - pelo timing (distância das eleições) e pelo método (difamação, insinuação, suspeição) - pretende eleições antecipadas. E tem tido um peão de peso. Mas "Quo vadis" PR?
No nosso sistema constitucional de governo, baseado em eleições parlamentares e na legitimidade parlamentar, o PR não governa nem é responsável pelo governo, mas ao assumir o papel de peão (incendiário) que caminhos restam ao nosso PR?
Dissolução do Parlamento e convocação de eleições antecipadas? E se, hipótese mais que plausível, o "tiro sair pela culatra" que margem de manobra e de credibilidade política restaria para o PR? E, hipótese também plausível, se se criasse um impasse político sem maioria governativa?
Um outro caminho parece perspectivar-se, recuo do PR e assunção de papel mais isento e menos instrumento - indiciado com a promulgação do PCCS -  face à evidência de que ultrapassou a linha vermelha e que o PM ao sacrificar o seu braço direito para evitar a confrontação imediata/directa, revela sentido de Estado mas ao autorizar o desabafo de Tolentino mostra que atingiu o limite... ou súbita consciência de que afinal é estéril a sua intencionalidade política e que a sua subordinação a interesses outros, abriu espaço a Veiga como mais do que provável candidato a PR em 2016.

O PR tem sido precipitado. Tal como no xadrez poucas coisas são mais perniciosas em política do que a precipitação. Mesmo quando aparentemente concertadas, todas as estratégias dos peões podem falhar… o jogo serve as agendas de outros.

19 de fevereiro de 2013

Multipartidarismo político tem 23 anos!!

A abertura política ocorreu em 19 de Fevereiro de 1990. A revogação do artigo 4º da Constituição de 1980 é um marco na história política de Cabo Verde. Marco recente que não permite ainda análises objectivas e isentas e justifica o habitual puxa-puxa partidário tão conveniente a uma cidadania que continua por cumprir o ditame de Amílcar Cabral: pensar pela própria cabeça!
Experiências ainda mais recentes de processos de abertura política - a famosa Primavera Árabe - dão que pensar e deixam uma pergunta incontornável: teria sido possível uma transição pacífica sem uma forte determinação nesse sentido do partido no poder?
Também incontornável a pergunta: teríamos uma transição pacífica se o PAICV não fosse um partido essencial e materialmente democrático, aberto às influências externas e correntes internas, sempre protagonista de debates e fracturas internas que o tornam dinâmic, crítico e com um capital de tolerância assinalável às novas ideias?
Perguntas a que a História dará resposta quando deixarmos de lado o maniqueismo!!!

17 de fevereiro de 2013

Pergunta muitoooo indiscreta!!!!

Segundo o Semana on-line Carlos Veiga deixa liderança do MpD com “gosto de vitória”!! Três eleições legislativas perdidas e o gosto é de vitória??? O que será o gosto da derrota?????????

Será que o Veiga está a referir-se presidenciais? Não teve coragem de se candidatar (eu sei, eu sei... nem eu esperava que os papainhas tivesse uma paragem cerebral) e o JCF foi eleito pelos votos (e não votos) dos papainhas doces nas eleições menos participadas em Cabo Verde - facto que tem esquecido quando faz a oposição que os cataventos triunfantemente liderados pelo Veiga não conseguem. Mas mais tarde ou mais cedo vai lembrar-se que quer candidatar-se a um segundo mandato e que não conseguirá eleger-se só com os votos dos cataventos  hehehe
Fica a pergunta... o que será o gosto de vitória para Veiga?? Já sei... o Ulisses ganhar as autárquicas na Praia

13 de dezembro de 2011

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Cartoon de Pat Oliphant

1 de dezembro de 2011

Leitura recomendada

Sanpadjud recomenda este documento do Centro de Estudos Macroeconómicos e Previsão da Faculdade de Economia do Porto “ Avaliação do Acordo de Cooperação Cambial Cabo Verde-Portugal” a quem de facto queira conhecer melhor a evolução da economia cabo-verdiana. Imprescindível leitura para comentaristas/especialistas económico/financeiros instantâneos (que nem a camoca…) que tem surgido nos on-line e que não querem aceitar que não somos acéfalos, a economia é uma progressão. Fica um excerto:

«A primeira fase (1998-2000), a que podemos chamar de arranque e sobressalto, corresponde ao início de vigência do ACC mas igualmente a uma crise das contas públicas registada em 1999 e 2000. Consequentemente, a Balança de Pagamentos deteriorou-se, o que obrigou o BCV a despender parte das suas reservas cambiais para defender a paridade, e, entre outras medidas, recorrer em cada um daqueles dois anos a 3 saques sobre a facilidade de crédito do Tesouro português, entrando em incumprimento no reembolso dos saques de 2000.

Na fase seguinte (2001-2004), que podemos designar de recuperação, Cabo Verde retomou uma situação orçamental mais equilibrada, regularizou a situação com o Tesouro português, e prosseguiu as reformas de abertura e modernização da economia. Iniciou-se um boom nas receitas de turismo e uma boa evolução do investimento estrangeiro, o que, a par duma maior entrada de fundos concessionais, levou ao aumento das reservas cambiais, apesar da desaceleração das remessas de emigrantes.

Desde 2005 o cenário mudou substancialmente e Cabo Verde entrou numa fase que poderemos designar de consolidação e expansão. A par da consolidação orçamental (com primeiros efeitos positivos sobre a dívida pública), duplicou o peso no PIB do IDE e das receitas de turismo. Em consequência, as reservas cambiais do BCV ultrapassaram pela primeira vez durante a vigência do ACC o limiar de 3 meses de importações e a base monetária passou a ser integralmente coberta por reservas oficiais.»

28 de novembro de 2011

Neocolonialismo da crítica ou síndroma do colonizado

As críticas ao Orçamento cabo-verdiano são exactamente as mesmas, usam a mesma terminologia e até as mesmas palavras utilizadas em Portugal relativamente ao orçamento para 2011 e (mostra do aumento da nossa capacidade replicativa) para 2012 – até conseguimos encontrar na cidade administrativa o nosso TGV!!

Porquê isso, se os parâmetros financeiros e económicos são diferentes? Não temos crítica nossa?

Para diferenciar o ex-colonizador do ex-colonizado bastaria lembrar a agricultura… mas deixa para lá as diferenças, é mais fácil importar o discurso português e esquecer o nosso investimento na agricultura – onde andam aqueles que consideravam a barragem do Poilão uma coisa megalómana e impossível de realizar? Espera, já sei: andam a reclamar o salvamento à portuguesa da agricultura.

Dá muito trabalho pensar o nosso orçamento e criticá-lo por si? Importar críticas? Eu sei que importamos o papel higiénico mas… importar críticas?!

Será que sofremos de neocolonialismo na crítica, temos um pensamento crítico dependente, incapaz de criar uma crítica auto-sustentada ou sofremos da síndrome do colonizado, temos dificuldade em ter identidade própria em reconhecer valores, vantagens e qualidades em nós mesmos?

Tenho-me inclinado para a síndrome do colonizado; de facto temos uma incrível capacidade de desmotivar, criticar sem conhecimento e avaliar negativamente o que acontece à nossa volta, muito bem descrito a propósito do Brasil por Amauri Teixeira (PT-BA)LER AQUI.

Mas, criticamos e avaliamos tendo por base as experiências portuguesas o que torna também aplicável a primeira hipótese… Caramba que nem nós, só nós!

23 de novembro de 2011

Importa-se de repetir?


O Governo deve desistir das acções pendentes no Supremo Tribunal de Justiça. Afirmação do excelso líder e emérito advogado Carlos Veiga. Leia-se: O Governo deve perder as acções, relativas a terrenos reclamados pelos privados do costume, e entregar de bandeja 60 milhões de contos (sim milhões de contos). Pois é bebé! Importa-se de repetir? Quanto cabe de honorários ao escritório de advogados?? Let me see… 10% oops seis milhões de contos (que jeito que dariam para despesas domésticas)
Pois é bebé!
Podiam ter começado o debate por aí, poupava-se tempo e figuras tristes. E não era preciso anestesias mentais. Começaram com os assessores, passaram para os contratos de gestão – convictos que a “maioria de nós” não sabe a diferença - depois para as participadas finalmente chegaram ao que interessava: os consultores jurídicos que defendem o Estado nessas acções estão a ganhar muito. Um escândalo! Não é que esses chatos de há três anos para cá impediram o Estado ("nósoutros") de pagar meio milhão de contos em Tribunal? Já pensaram no “mininos” que deixaram de receber esse dinheirinho? E nos advogados sem honorários chorudos? É muita insensibilidade com o privado. Caramba! Despeçam os consultores e paguem os sessenta milhões e os outros milhões que a malta quer receber os chorados honorários.


Pois é bebé! Importa-se de repetir??


Não, não repita. Eu já sabia que o Parlamento nada mais é para os cata-ventos do que um palco para os seus interesses.

22 de fevereiro de 2011

Os números da fraude eleitoral em Cabo Verde

Repórter X tem acompanhado com muita atenção a fraude eleitoral. Após duas semanas de investigação e reflexão a conclusão é taxativa e mera lógica silogistica: os únicos cabo-verdianos íntegros, não corrompíveis e sérios deste país são o tri-perdedor e os seus activistas e apoiantes. Porquê? Vejamos de acordo com a única fonte séria e credível, Carlos Veiga e os seus fiéis apoiantes:
1 (e um antebraço) em cada 2 eleitores cabo-verdianos é corrupto. Porquê? Porque os votos do PAICV foram comprados.
Mas extrapolemos para a população cabo-verdiana: meio milhão (para facilitar as contas desde os mais tenrinhos bebés aos veteranos já centenário) e 106 354 votantes no PAICV. Um cabo-verdiano (e dois dedos) em cada 5 é corrupto!!
Adicionemos as abstenções (compradas afirmam as nossas fontes sérias e credíveis através do tal esquema do BI…) 106 354 mais 50.975 dá: 157 329 ou seja 31% da população cabo-verdiana ou seja 1 cabo-verdiano e meio em cada 5 são corruptos.
Neste ponto Repórter X teve dúvidas… se calhar o PAICV comprou só os votos que fizeram a diferença – 23.293 - o que equivaleria a 4% da população cabo-verdiana, um número razoável de corruptos em qualquer país. Telefonou para a séria e credível fonte que esclareceu: _ Não leu o Liberal? _Não eu lia o Já mas já acabou… e não me deram o IPAD_ Vai ler o Liberal para tirares as dúvidas
Lido o Liberal, Repórter X não tem dúvidas. A fraude é imensa nem os militantes e activistas do PAICV votaram a estrela sem ver a cor do dinheiro.
Espera! Tudo parado! Estopssssssssssss! E eu? Votei no PAICV e não recebi nem um tostão?! Acuso o PAICV de discriminação nas instâncias internacionais ou crio a Associação-dos-cabo-verdianos-que-os-cataventos-gostam-de-tomar-por-parvos???
JOGO: identifique os corruptos