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25 de março de 2016

Sampaleaks - a verdade por trás da derrota

Pela primeira vez, desde 2001, em plena noite eleitoral, com resultados meramente provisórios vem o líder do partido derrotado nas urnas assumir a dita publicamente!!!
Pela primeira vez, desde 2001, não há impugnação de eleições nem líderes partidários a clamar  fraude eleitoral... a justificação apresentada pelo MpD  nas antecedentes três idas às urnas para escolher um Governo. Os cabo-verdianos estão frustrados e preocupados, agora é assim? Assume-se a derrota? Não se impugna? Não há fraude?
Grande mudança!!!! Merece investigação!
Repórter X foi investigar. Começou por aplicar o sofisticadíssimo OAP (ouvido atrás da porta) para escutar a ultra secreta conversa entre os dirigentes do PAICV: "Vamos ter de explicar ao povo", "Explica tu, eu cá acho que melhor é não falarmos, os outros que expliquem" "E deixar que seja o Liberal a explicar? Boa ideia" "Fizemos o que tínhamos a fazer, senão eles não chegavam lá e o efeito nos parceiros seria devastador" "Vai lá explicar-lhes que tínhamos de perder... estás maluco?"
Repórter X ficou curioso, seguindo a curiosidade que é a mãe de todas as descobertas usou um método ainda mais sofisticado: arranjou uma fonte dentro do Liberal - único jornal credível do país acima de tudo porque nem é um jornal - e descobriu toda a verdade:
Tudo começou quando o embaixador estrelinha da UE começou a fazer perguntas, no seu escritório Fogo de África "mas estes gajos pensam que são o quê? Que são brancos? Que são o Luxemburgo? Um governo ganhar três legislaturas em África!! E agora querem a quarta?  Só o que faltava, olha se a moda pega" e abanando a cabeça repetia "Já bem basta o chefe (Junkers) trata-los como parceiros; já agora iguais, não!!!?"
Espiões à boa maneira 007, colocados em diversos pontos estratégicos (XPTO, Quintal da Música, Poeta...) transmitiram as novidades ao PAICV "Parece que se ganharem mais uma vez vão ser chamados de ditadores".
Em reunião de emergência JHA e JMN chegam a uma conclusão radical: para continuarmos a desenvolver Cabo Verde vamos ter de perder. Liberal teve a caixa mas foi-lhe pedido cooperação pelo MPD e cooperou com a promessa que em breve será um jornal.
OS TAMBARINAS TUDO FIZERAM PARA PERDER EM NOME DA CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA. Com a cooperação do MPD que tudo fez para ganhar, avermelhou, abandonou o verde e quase transmudou UCS em JMN...
Tudo em  para garantir que Cabo Verde continuasse no tops em vários rankings. Uma democracia em África , com uma maioria estável durante 20 anos??? Seria inacreditável... indeed!
Cabo Verde mais uma vez modelo da democracia em África pelas mãos do PAICV!




24 de março de 2016

Lá se vão os rankings...

Ainda nem tomaram posse e lá se vão os rankings que Cabo Verde demorou tanto tempo a galgar. Com o terrorismo psicológico que o MPD tenta impor como estilo de pré-governação, rapidamente Cabo Verde estará no radar de várias organizações internacionais.
Cabo Verde ocupa a 36ª posição no ranking da liberdade de imprensa mas os Repórteres Sem Fronteiras já fizeram saber que estão atentos ao país e Sampa vai já avisando que mais um ataque e "prazeirosamente" fará chegar a sua queixa
O Mo Ibrain na sua criteriosa ponderação da atribuição do prémio de milhão de dólares já levantou questões mostrando que não compactuam com perseguições... JCF já foste, esquece o milhão.
O freedom house já era e vai continuar.
Sampadjud sabe que se estes disparates continuam nem o ranking da seleção vai aguentar.
Viva os Tubarões Azuis... perdão verdes, perdão vermelhos, perdão... MPD de que cor podem os Tubarões Azuis vestir?????
Á cautela Sanpadjud inaugura a etiqueta "perseguições"


17 de março de 2016

Sampaleaks again- MpD amarelou outra vez

Amarelou. Ulisses amarelou. Depois de ter avermelhado amarelou.
Nada de novo. Até chateia esta falta de criatividade dos cataventos (MPD). Já o Veiga em 2011, em desespero de causa amarelou. Veja no Sampaleaks como Veiga Amarelou! Em 2011.
Andam os cataventos a tentar convencer com fotos manipuladas, com sondagens inexistentes, com invenções hilariante e eis que sem djobi pa lado Ulisses amarelou, deixou-se apanhar pela onda amarela e vestiu-se de amarelo para "inocentemente" tentar levar à prática o ditado "se não podes com eles junta-te a eles". Eu quero ser amarelo. Mi deixemmmmmmmmmm ser amarelo." Verde é que não fico.Consta que os marketeers de serviço adoraram a ideia e comentaram que a única forma de desencorajar o voto no PAICV é convencer os cabo verdianos que o Veiga é amarelo.
PS1: Sanpadjud pede muito humildemente ao MPD que inove. Andar a a aplicar os 3R´s a posts é tristonho
PS2: o Veiga é mais fotogénico

14 de março de 2016

Pergunta indiscreta sem djobi pa ladu


Ulisses no debate - que só Ulisses acha que ganhou - mandou a presidente do PAICV Janira H. Almada,  perguntar ao chefe. Logo Ulisses acha que Janira tem chefe. E porque acha Ulisses que Janira tem chefe? Sanpadjud avança duas opções mas os milhares de leitores deste blog podem sugerir mais opções nos comments


OPÇÃO 1 – Porque a presidente do PAICV é jovem e o Ulisses acha que os jovens não sabem o que querem e precisam de alguém que lhes dê a solução e seja o chefe?


OPÇÃO 2 - Porque a presidente do PAICV é mulher e o Ulisses acha que mulher é incapaz e tem de ter chefe para lhe dizer o que fazer?
Sanpadjud nem por distração quer djobi pa lado e concluir que há uma terceira opção: Ulisses tem chefe!!! E acha que todos os outros também têm.

Eu queru tchu, eu queru tcha


Eu Quero… pois “queru”, queru muita coisa. Quero emprego, Quero educação, Quero segurança.
Falamos de custos e sustentabilidade noutra altura que agora não dá jeito. Agora basta querer. E copiar a agenda de transformação do Governo. E juntar uns Queruuuu!
Eu queru Tchu, eu queru tcha. Eu queru Tchu...tcha
Sanpadjud que gosta de saber das coisas, quer saber como é que se garante doze anos de ensino gratuito? Sanpadjud esclarece os mais distraídos: acaba-se com as refeições quentes, acaba-se com todos os apoios a quem precisa e aumentam-se impostos!
 
Sim, aumentam-se os impostos pois é preciso pagar aos professores (todos os meses e não de 45 em 45 dias), às cozinheiras (que apesar de trabalharem meio período vão passar a receber o salário mínimo integralmente), às ajudantes de serviços gerais, é preciso pagar água, luz e telefone (pois, pois, paga-se…) é preciso fazer manutenção dos liceus... Epá... isso é muita coisa para pagar... e donde sai o dinheiro? Epá, nu ka djobi pa lado... ka stava tudu pagu???
 
Esquece deixa para lá, isso é pormenor, o pormaior é que Eu queru Tchu, eu queru tcha e muito Risotril.
 

13 de março de 2016

15 anos é demais?? Pois é, bebé.

15 anos é demais?  Que falta de respeito para com o povo cabo-verdiano. Foi o povo que escolheu o PAICV para governar Cabo Verde por três legislaturas consecutivas .
Foi o eleitor cabo-verdiano que por três vezes consecutivas negou ao MPD a hipótese de governar.
Os cabo-verdianos não podiam votar três vezes seguidas no PAICV? Mas votaram, sem djobi pa lado kkkkkk
Pois é bébé! Agora, chora! Grita: é a minha vez... buáááá
O Ulisses e o MPD querem impedir os cabo-veríamos de votar no PAICV porque já escolheram o PAICV POR TRÊS VEZES SEGUIDAS????
Sanpadjud está cansado de ouvir este choradinho: "Cabo-verdianos já chega, é dimaiss. Nós também queremos brincar aos governantes. É a nossa vez. Não faz isso connosco outra vez"
Uma perplexidade: o MPD vem com as mesmas caras de há quinze anos, melhor, vinte e cinco anos. Esses não têm prazo de validade?
Temos fila governativa. O MPD tem senha. Marcou a vez. Reservou lugar. Os cabo-verdianos estão obrigados a votar cata-vento, sem djobi pa ladu, porque Ulisses quer.
Uma coisa é certa: Cabo Verde está mais uma vez a inovar na política e no mundo. Se já tivéssemos espalhado esta ideia, evitava-se aquela anedota sobre um país nórdico: Ó papá porque é que os homens não podem ser primeiro-ministro?
Sanpadjud aconselha a UCID, PP e PSD a marcarem lugar... se esta moda pega sempre podem reclamar voto obrigatório, no respetivos, em 2020. Sanpadjud acha que o Além já merece... pelo menos reflecte
 Fila do MPD para governar CV



12 de março de 2016

Sem djobi pa lado, nhôs usa antolho!!!


A afirmação do líder dos cataventos em plena televisão nacional, em horário nobre, num debate entre candidatos a primeiro-ministro, que se pretendia sério, merece reflexão profunda.
"Sem djobi pa ladu"nhôs usa antolho!!
Uma proposta clara aos cabo-verdianos para que usem antolhos - acessório que se coloca na cabeça de animal de montaria ou carga para limitar sua visão e forçá-lo a olhar apenas para a frente – e não olhem para o lado ou para trás. Que limitem voluntariamente a sua capacidade de análise ou contextualização. Que se imbecilizem ou estupidifiquem...
Antolhos ou palas não são bons conselheiros ou aliados da inteligência. Seja em que domínio for e muito menos quando se trata de governar um país.

Sanpadjud espera que se trate MESMO de auto-limitação voluntária. Porque os cabo-verdianos evoluirram muito de 2000 para cá e esta moda de antolhos não vai ter muita adesão/aderência mas deixa alguns modelitos para escolha.




6 de março de 2016

Promover a mediocridade, a distracção e a infantilização


Adoro ver estratégias de manipulação de massas, em acção e que me perdoem os papainhas mas os cataventos utilizam-nas muito melhor e de forma mais assertiva. Alguns exemplos das estratégias que os cataventos estão a utilizar tão bem:
Promover a mediocridade sempre foi das técnicas mais usadas, estimular o acto de ser inculto ou ignorante como triunfo ou sinónimo de ser popular – caramba, a educação sempre foi a verdadeira arma para alterações sociais por isso diverte-me quando vejo cidadãos (se calhar de3via escrever cidadões para não passar por arrogante) clamar que a não saber ler, ou falar ou escrever é bom. Os aplausos entusiastas divertem-me ainda mais, pois normalmente provém daqueles que tiveram acesso a estudos e educação mas sofrem de iliteracia

Outra estratégia que temos visto muito é a da Distração… para quem não tem propostas sérias ou fundamentadas é crucial desviar a atenção das questões importantes para questões insignificantes ou superficiais. Manter as pessoas distraídas a discutir a “arrogância” do candidato em vez das propostas do candidato é um exemplo desse método que não deixa tempo para pensar – veja-se a rapidez dos cataventos no lançamento destes bodes “gravadora”, “arrogância”, “bedja” visando impedir que as pessoas apreendam as propostas apresentadas e a justificação das mesmas, Enquanto discutem a arrogância não utilizam o tempo para perceber que se há crescimento do turismo e de mobilização de água há necessariamente mais oportunidades a explorar – simples lógica silogística

A infantilização é outra técnica de que gosto mesmo muito. Adoro quando utilizam discurso, argumentos e entoação particularmente infantil… convenhamos dizer que o turismo não rende ao país porque o empresário, compra alfaces no exterior é de bradar aos céus pela infantilização… sim, qualquer criança acredita que tendo opção de compra nacional, com garantia de entrega, da quantidade necessária  a tempo e horas, que o empresário mande vir alfaces de avião??! Difícil de facto é vender 50 alfaces a um hotel que tem 1000 ocupantes… quando se fala em empresarialização da agricultura é também disto que se fala… E aqui fazemos ligação directa à técnica de fazer uso do aspecto emocional. Estratégia sempre bem-sucedida, estamos sempre prontos para “curto circuitar”  qualquer análise racional e deixar para lá todo o senso crítico

PS: Sim, li Chomsky que por acaso até é linguista…

3 de março de 2016

É agora!!! Está NA HORA

A política pode ser reduzida a uma fila e pronto! Sanpadjud concorda e nem tem como discordar! Isto com fila era muito melhor.
Agora é a minha vez, perdão a vez dos cataventos. Os cataventos estão na fila há quinze, quinze, quinze longos anos. Não é justo buáááá; chuif chuif!
Os cataventos não percebem esta insistência dos cabo-verdianos em colocar os papainhas doces a governar. Para que não fiquem tristes ou frustrados Sanpadjud explica: OS CABOVERDIANOS NUNCA PERCEBERAM NADA DE FILAS!!!
Qualquer um que pague as contas da Electra ou vá ao Calú (este é o único país do mundo em que com economia estagnada pipocam supermercados e padarias por todo o lado... até parece praga!!)) sabe esta verdade dogmática e insofismável:
OS CABO-VERDIANOS NÃO QUEREM SABER DE FILA E NÃO VALE A PENA DIZER "É A MINHA VEZ"
Já experimentei várias vezes: -  Ó senhor desculpe, mas eu estou aqui há espera há quinze minutos. Agora é a minha vez!!!! Debalde, sim de-balde... (aproveita e mete água)Não resulta!!! Não há como mudar este paradigma: ninguém respeita fila e quem respeita é visto como otário!!!
Quem avisa amigo é...
Sanpadjud depois do debate, de ontem, entre Ulisses e Monteiro, sugere para apoiar a estratégia dos cataventos que parece resumir-se a está na nossa hora, é a nossa vez, nós queremos. ou melhor Eu, Ulisses, Quero, uma letra de campanha a condizer

Não vamos mais lembrar do passado
O tempo é curto e muito há pra fazer
A Hora chegou para a geração catavento voltar a ser eleita
Proclamar a salvação dos nossos bolsos sem mais demora
Oh, esta é a hora, esta é a hora
Hora chegou, vamos ser determinados
Eu quero, eu quero, eu quero muito
Proclamar a salvação dos nossos bolsos sem mais demora
Oh,  é agora, esta é a hora

PS: adaptação livre do Vem, esta é a hora

1 de março de 2016

Quero... queijo queru


O país está novamente envolvido na trama auto-depreciativa que habitualmente antecede os actos eleitorais. De há quinze anos para cá que se assiste a esta estratégia compulsiva do MpD, falar mal, denegrir, assassinato de carácter, ataque pessoal.
Esta autofagia – porque no final do dia é o cidadão e o país é depreciado - não acontece por acaso, é uma técnica sobejamente dominada pelo gabinete de marketing.
Ficam umas achegas para os mais incautos:
Tudo começa com a sondagem dos cata-ventos, perdão MpD, que aponta os papainhas-doces, perdão PAICV, como maior força política no país, alicerçada em CREDIBILIDADE, com a anotação que fez o Ulisses deitar as mãos à cabeça CONFIABILIDADE, contrariamente ao MpD que o povo acha bom para a oposição mas no qual não tem confiança por força do desastre de 2000 - sim, sim é por isso que a JHA continua a falar dos 2000 e o UCS nem quer ouvir falar. Ou seja, os cabo-verdianos na sua esmagadora maioria acreditam que o PAICV é mais fiável, governa melhor, comete erros, evidentemente, mas erros ingénuos!
UCS ficou desesperado quando os consultores lhe explicaram que as obras da CMP não eram suficientes – não se pode comparar escadas arco-íris com barragens cheias de água ou fitness park com o estádio – e que teriam de atacar a credibilidade... usando a velha técnica de atirar para todo o lado, levantar suspeições com a certeza que o timing da Justiça é diferente do político e que mesmo não pegando o barro à parede, a confiança seria minada (os marketters de serviço podem explicar).
Nada de novo até aqui, a não ser resumir-se a isso e só isso e durante muito tempo, a limites nunca vistos, a campanha e estratégia dos cataventos, perdão do MpD. Delicioso o esforço dum tal Olavinho para questionar a plataforma das papainhas quando a plataforma do MpD se resume a um Eu Quero… pois “queru”, queru muita coisa, Quero emprego (no meu caso trabalho e não emprego) Quero educação, Quero segurança, Quero queijo Queru… mas deixemos a Visão, Estratégias e projectos para outra altura (sim, foi isso que o Ulisses disse no Fogo “depois veremos como fazer”) Como lá chegar é outra coisa por agora basta querer e o UCS representa o expoente máximo do querer. Quer a qualquer preço, mesmo que o preço seja o país.
A táctica do maldizer tem o reverso de colocar a própria credibilidade do país em questão e assim o seu futuro mas, convenhamos, apesar de todas as fragilidades das papainhas, o MpD não acredita que a hora é sua… sabe que quer… mas sabe que não vai ter!
PS (porque não merece sequer um post): ridículo o choradinho da vergonha nacional por causa do arresto dum avião. Não vi órgãos de comunicação social e dirigentes partidários de países como Brasil, Israel, México, Angola, Portugal a chorar desta maneira quando lhes arrestaram aviões. De chorar a rir os comentários de alguns distraídos do mundo que pensam ser um arresto uma coisa excepcional e quais caneiros foram atrás dos chefes.  É um arresto, caramba! Feio, sim! Inconveniente, sim! Mas vergonha nacional????? Vergonha nacional é a VBG, é o assédio e abuso de menores, é o tráfico... mas destas vergonhas nada consta na plataforma dos cata-ventos... vão desaparecer com a eleição do Ulisses bastando que ele grite Eu Queru e o povo responda Queijo Queru

27 de fevereiro de 2016

Se recomendação fosse boa... vendia-se!!!

Sabática interrompida pela rebaldaria frequência de acontecimentos interessantes, capazes de despertar a veia opinativa em qualquer eremita, Sanpadjud está de volta...
Depois de um debate épico que nos deu a conhecer um velho conhecido que regressa do Além sempre que há pleitos eleitorais e um Amanse-o com dificuldades em amansar as pulgas que o impediam de estar sossegado sempre que a câmara o focava,  que se perfilam como os mais que prováveis primeiros-ministros de Cabo Verde eis que a CNE, mal refeita da barracada da contagem dos dias, é-simples-usem-os-dedos-das-mãos-e-dos-pés-e-não-contem-ou-contem-o próprio-dia, lembra-se de outra capaz de nos fazer esquecer o "pára tudo... estou a reflectir... não respondo".
A CNE recomendou aos partidos... sim é o que está escrito na decisão 28/LEG/2016.
Recomendar significa aconselhar, exortar, pedir, advertir... o bom das recomendações é que não obrigam nada nem ninguém,!!!

A CNE recomendou/aconselhou/pediu  aos partidos políticos cabo-verdianos que não fizessem apresentações de lista, arruadas, (são reuniões públicas não são?)!!!! Uau!! Corajosamente a CNE rompendo de vez com a democracia pediu aos partidos: parem de chatear as pessoas com comícios reuniões e essas chatices!
Parece que o porta à porta escapou... se for portas adentro porque sempre pode ser considerado uma reunião pública se for da porta para fora. Partidos nada de reuniões até ao início da campanha.
E quando a campanha começar os partidos já podem fazer reuniões públicas, ficando a CNE encarregada de determinar se os animadores são profissionais ou amadores... Sampadjud tem a certeza que foi um esquema para permitir que a Presidente da CNE ficasse sozinha com o Gil Semedo... ou seria com o Zeca?!

Lá dizia a minha avó que se conselho fosse bom vendia-se... não se dava!

25 de março de 2013

Gravidez na adolescência


Esta notícia dando conta de casos de gravidez precoce no liceu despertou-me a atenção principalmente pelos comentários. O assunto da gravidez precoce deve ser tratado com seriedade e custa muito admitir que neste país ainda haja quem faça este tipo de comentário: «Qual e a diuference em trazer o filhinho para o mundo aos 16 em vez de 36 ?Aos 16 deve receber cuidados especiais da parte da familia das autoridades das associacoes etc Aos 26 -36 ja tem un corpo cheio de toxinas ,alcol droga ,talvez sera uma desempregada ,frustrada e como outros problemas e dai vai afectar a educacao da criança» - transcrito tal e qual, nem os erros ortográficos corrigi. 
Ou ainda quem considere que «E dever de governo educar a juventude».
Estes comentários dão conta de uma mentalidade que teima em permanecer viva e de uma desresponsabilização que continua a ser tolerada e se calhar bem vista na nossa sociedade. Uma jovem de 16 anos pode até ter a capacidade física mas sem dúvida não terá a capacidade financeira para sustentar e educar uma criança. Ou será que temos os filhos para outros sustentarem??? E coloca em causa a sua própria formação profissional preparando-se isso sim para uma vida difícil.
Nos comentários não se fala do futuro papá, nem dos casos em que o papá é um adulto que devia ser processado criminalmente por violação ou abuso de menores.
Mas enfim! Há coisas que só o tempo… e o investimento na educação curam. 

23 de fevereiro de 2013

Reflexão


Vai fazendo escola neste país um movimento tóxico caracterizado por promover a infantilização da discussão e recorrer a temas e conteúdos falsos para corroer a credibilidade das instituições.
A última do José Manuel Vaz é um bom exemplo: depois de bombásticas afirmações alegando redução da pensão no regime contributivo (aproveitando para insultar tudo e todos) estranhamente, dá o assunto por encerrado. Afinal era um mero pretexto forjado para envenenar a discussão e tentar tirar proveito ilegítimo da suspeição lançada.
Claro que, neste caso, do José Manuel Vaz o problema também pode ser de domínio da Língua, isto é, da plena capacidade de leitura e escrita. A língua é um instrumento facilitador da organização do pensamento. Uma pessoa que tem plena consciência do que está sendo dito pensa melhor. Ler nunca foi fácil, é um processo de apreensão de conteúdos. Só se lê de facto quando o escrito é percebido – exemplo cada vez mais frequente é o de um aluno que lê um livro mas que não sabe explicá-lo porque fez apenas uma pseudo leitura e não procedeu ao processo de produção/apreensão de significados e sentidos.
Pode bem ser este o caso do José Manuel Vaz… Recomenda-se pois leitura, leitura, leitura. Um indivíduo que tem plena consciência do que ouve ou lê pensa melhor.
Pensando melhor, argumenta melhor. Argumentando melhor não necessita de recorrer à violência verbal, ao insulto fácil e grosseiro para fundamentar as suas afirmações… o presidente de um sindicato deveria saber que numa democracia as instituições da República podem ser criticadas e até desprezadas ou mesmo detestadas, mas não podem ser achincalhadas… porque o que se achincalha é o Estado e por via disso os cidadãos… até aqueles que como eu não votaram neste Governo. 
NOTA: Este post pode ser tóxico se não usares o teu senso crítico!!

21 de fevereiro de 2013

O peão da Nação…


A estratégia é simples: enlamear. O objectivo é até prosaico: tornar o país ingovernável!
Pensaram nas consequências?
A estratégia de desgaste grosseiro em marcha - pelo timing (distância das eleições) e pelo método (difamação, insinuação, suspeição) - pretende eleições antecipadas. E tem tido um peão de peso. Mas "Quo vadis" PR?
No nosso sistema constitucional de governo, baseado em eleições parlamentares e na legitimidade parlamentar, o PR não governa nem é responsável pelo governo, mas ao assumir o papel de peão (incendiário) que caminhos restam ao nosso PR?
Dissolução do Parlamento e convocação de eleições antecipadas? E se, hipótese mais que plausível, o "tiro sair pela culatra" que margem de manobra e de credibilidade política restaria para o PR? E, hipótese também plausível, se se criasse um impasse político sem maioria governativa?
Um outro caminho parece perspectivar-se, recuo do PR e assunção de papel mais isento e menos instrumento - indiciado com a promulgação do PCCS -  face à evidência de que ultrapassou a linha vermelha e que o PM ao sacrificar o seu braço direito para evitar a confrontação imediata/directa, revela sentido de Estado mas ao autorizar o desabafo de Tolentino mostra que atingiu o limite... ou súbita consciência de que afinal é estéril a sua intencionalidade política e que a sua subordinação a interesses outros, abriu espaço a Veiga como mais do que provável candidato a PR em 2016.

O PR tem sido precipitado. Tal como no xadrez poucas coisas são mais perniciosas em política do que a precipitação. Mesmo quando aparentemente concertadas, todas as estratégias dos peões podem falhar… o jogo serve as agendas de outros.

20 de fevereiro de 2013

Monte Cara - Mindelo

Gravada em mim esta imagem. Gravada em mim em cinzel.
Mindelo é paixão e certeza.

"Roubada" do FB do Fonseca Soares

19 de fevereiro de 2013

Multipartidarismo político tem 23 anos!!

A abertura política ocorreu em 19 de Fevereiro de 1990. A revogação do artigo 4º da Constituição de 1980 é um marco na história política de Cabo Verde. Marco recente que não permite ainda análises objectivas e isentas e justifica o habitual puxa-puxa partidário tão conveniente a uma cidadania que continua por cumprir o ditame de Amílcar Cabral: pensar pela própria cabeça!
Experiências ainda mais recentes de processos de abertura política - a famosa Primavera Árabe - dão que pensar e deixam uma pergunta incontornável: teria sido possível uma transição pacífica sem uma forte determinação nesse sentido do partido no poder?
Também incontornável a pergunta: teríamos uma transição pacífica se o PAICV não fosse um partido essencial e materialmente democrático, aberto às influências externas e correntes internas, sempre protagonista de debates e fracturas internas que o tornam dinâmic, crítico e com um capital de tolerância assinalável às novas ideias?
Perguntas a que a História dará resposta quando deixarmos de lado o maniqueismo!!!

1 de dezembro de 2011

Leitura recomendada

Sanpadjud recomenda este documento do Centro de Estudos Macroeconómicos e Previsão da Faculdade de Economia do Porto “ Avaliação do Acordo de Cooperação Cambial Cabo Verde-Portugal” a quem de facto queira conhecer melhor a evolução da economia cabo-verdiana. Imprescindível leitura para comentaristas/especialistas económico/financeiros instantâneos (que nem a camoca…) que tem surgido nos on-line e que não querem aceitar que não somos acéfalos, a economia é uma progressão. Fica um excerto:

«A primeira fase (1998-2000), a que podemos chamar de arranque e sobressalto, corresponde ao início de vigência do ACC mas igualmente a uma crise das contas públicas registada em 1999 e 2000. Consequentemente, a Balança de Pagamentos deteriorou-se, o que obrigou o BCV a despender parte das suas reservas cambiais para defender a paridade, e, entre outras medidas, recorrer em cada um daqueles dois anos a 3 saques sobre a facilidade de crédito do Tesouro português, entrando em incumprimento no reembolso dos saques de 2000.

Na fase seguinte (2001-2004), que podemos designar de recuperação, Cabo Verde retomou uma situação orçamental mais equilibrada, regularizou a situação com o Tesouro português, e prosseguiu as reformas de abertura e modernização da economia. Iniciou-se um boom nas receitas de turismo e uma boa evolução do investimento estrangeiro, o que, a par duma maior entrada de fundos concessionais, levou ao aumento das reservas cambiais, apesar da desaceleração das remessas de emigrantes.

Desde 2005 o cenário mudou substancialmente e Cabo Verde entrou numa fase que poderemos designar de consolidação e expansão. A par da consolidação orçamental (com primeiros efeitos positivos sobre a dívida pública), duplicou o peso no PIB do IDE e das receitas de turismo. Em consequência, as reservas cambiais do BCV ultrapassaram pela primeira vez durante a vigência do ACC o limiar de 3 meses de importações e a base monetária passou a ser integralmente coberta por reservas oficiais.»

28 de novembro de 2011

Neocolonialismo da crítica ou síndroma do colonizado

As críticas ao Orçamento cabo-verdiano são exactamente as mesmas, usam a mesma terminologia e até as mesmas palavras utilizadas em Portugal relativamente ao orçamento para 2011 e (mostra do aumento da nossa capacidade replicativa) para 2012 – até conseguimos encontrar na cidade administrativa o nosso TGV!!

Porquê isso, se os parâmetros financeiros e económicos são diferentes? Não temos crítica nossa?

Para diferenciar o ex-colonizador do ex-colonizado bastaria lembrar a agricultura… mas deixa para lá as diferenças, é mais fácil importar o discurso português e esquecer o nosso investimento na agricultura – onde andam aqueles que consideravam a barragem do Poilão uma coisa megalómana e impossível de realizar? Espera, já sei: andam a reclamar o salvamento à portuguesa da agricultura.

Dá muito trabalho pensar o nosso orçamento e criticá-lo por si? Importar críticas? Eu sei que importamos o papel higiénico mas… importar críticas?!

Será que sofremos de neocolonialismo na crítica, temos um pensamento crítico dependente, incapaz de criar uma crítica auto-sustentada ou sofremos da síndrome do colonizado, temos dificuldade em ter identidade própria em reconhecer valores, vantagens e qualidades em nós mesmos?

Tenho-me inclinado para a síndrome do colonizado; de facto temos uma incrível capacidade de desmotivar, criticar sem conhecimento e avaliar negativamente o que acontece à nossa volta, muito bem descrito a propósito do Brasil por Amauri Teixeira (PT-BA)LER AQUI.

Mas, criticamos e avaliamos tendo por base as experiências portuguesas o que torna também aplicável a primeira hipótese… Caramba que nem nós, só nós!

24 de novembro de 2010

Parques solares!!! YESSSSSSSSS


De volta após uma sabática de 363 dias Sanpadjud encontra novidades boas. Parque solar fotovoltaico! Uau! Dois parques. BOAAAA.
Só o do Sal - o primeiro parque solar fotovoltaico de Cabo Verde - com cerca de 10 hectares produz 2.5 Megawatts de energia o que representa uma poupança de toneladas de petróleo por ano.
O parque solar da Praia, com cerca de 13 hectares, tem uma produção estimada de 8.120 MWh/ano é maior central fotovoltaica do continente africano.
E com estas duas centrais evita-se a emissão de 13 mil toneladas por ano de CO2. Além de reduzirmos a nossa dependência do petróleo e de nos tornarmos menos vulneráveis.
Tenho de dizer isto: o Governo está de parabéns! Estou a estourar de orgulho!!
Mas Sanpadjud tem de protestar. Andava aqui a postar reclamando e eles calados a construir e depois toma lá: dois parques fotovoltaicos prontinhos e a funcionaRRRRRR. Bom é da maneira que posso dizer que a ideia foi minha e a DG Energia copiou.
Além das duas centrais fico a saber que estão em construção quatro parques eólicos, em Santiago, São Vicente, Sal e Boa Vista, que devem estar concluídos em 2011!! E isso representa uma taxa de penetração de 25%!! Bom muito bom. E tem em conta a questão da diversificação ou seja não pode ser só solar ou só eólica.
E fico sem palavras.
E remeto para tantos posts deste blogs em que se reclamou energias renováveis em Cabo Verde.
E amanhã vou visitar o fotovoltaico da Praia outra vez!

12 de novembro de 2009

Dengue, Nós e o caminho percorrido.

Foi possível observar nestes dias da dengue a capacidade de resposta de Cabo Verde a uma crise. Ver o trabalho da máquina pública posta em marcha. Com agilidade. Sem titubear. Sem falar em dificuldades financeiras. Mostrando recursos, competências e dedicação.
Em Outubro detectam-se os primeiros casos rapidamente apelidados de sacudim djam bem, o sistema de saúde estranha e pede análises que vêm negativas, insiste com novas análises e sabe-se: dengue. A “coisa” para a qual o Ministro da saúde já tinha alertado e afirmava relacionada com o mosquito tem nome. É DENGUE.
A resposta surge. Global e organizada. Certamente com muito trabalho de formiga envolvido:
Temos laboratório de teste para dengue, tivemos soro para aguentar os primeiros dias, campanha de comunicação massiva nas ruas e na comunicação social, mapeamento das zonas de onde provinham os afectados, capacidade de intervenção anti-vectorial nas áreas mais afectadas, estatísticas diariamente actualizadas e credíveis, militares formados nas ruas, números de atendimento, acompanhamento telefónico dos doentes em casa (que diga quem foi surpreendido por um telefonema do técnico de saúde reafirmando instruções e questionando no momento crítico da evolução a importância deste “pormaior”). Centros de saúde a funcionarem. Repelente nas farmácias – com quebras claro, assisti a compras de uma dúzia e quando as farmácias começaram a limitar… toca a levar a família toda, rabidantes a açambarcar cravinho, condição humana...
Tivemos campanha de limpeza nas ruas e uma população que assumiu a sua cidadania.
Tivemos mortos. Por evolução da doença. E é triste.
Tivemos um governo que reagiu rápida e firmemente liderado - como não podia deixar de ser num momento de crise – por um primeiro-ministro que assumiu a primeira linha de batalha, um ministro de saúde sereno e incansável. Grande Basílio é nestes momentos que se vê os homens e a resposta que o sistema de saúde foi capaz de dar, testemunha o trabalho feito na saúde!! Afinal o Plano Nacional de Saúde (está na Net) não se esgota em palavras!
Foi surpresa, confesso, saber que estávamos preparados. Saber que o país está preparado. A ajuda internacional afirma de forma inequívoca que veio complementar um sistema bem organizado que já se encontrava em marcha e que aguentou o pico de 4 de Novembro. Fico feliz testemunhar esta capacidade totalmente inédita. E não tenho vergonha disso.
Desconfianças e politização têm tentado abrir caminho. Estranhamente ou talvez não. Se calhar têm, como eu, na memória os dias negros da epidemia de cólera, nos idos de 95 da qual até hoje não se sabem os números certos, mais de 200 mortos diz-se no PNLP de 1997. Se calhar por isso querem encontrar ocultação de informação! Não esqueceram, como eu, que a situação foi apelidada pelo primeiro ministro da altura como “casos isolados”! Falha-me aqui a memória: quem se ausentou no pico da crise, o Veiga ou o Djinny?
As diferenças de actuação são visíveis mas não se pode falar nelas… nem criticar as câmaras no que toca ao saneamento básico!!! Mas sobre isso o Sanpadjud postou antes das autárquicas.
Não importa. Acredito que fizeram o melhor que podiam.
Importa o hoje. Um momento em que o país mostrou capacidade de enfrentar uma séria crise. Sem qualquer demagogia penso que o país se pode sentir orgulhoso do trabalho feito. Dá coragem para continuar.
Um sistema de saúde capaz de corresponder a um pico superior a mil casos. Julgavas possível? Eu não.
Um sistema de saúde capaz de aguentar sem roturas o primeiro impacto. Julgavas possível? Eu não.
Um orçamento capaz de aguentar duas crises sucessivas. Julgavas possível? Eu não.
Uma população capaz de responder presente. Julgavas possível? Eu sim. OK tinha dúvidas.
Temos muito trabalho pela frente, muita luta anti-vectorial e anti-larval, mas anima ver que fomos capazes de transformar o país e estar melhor preparados! Saber que temos sistema de saúde!